José Mário Ribeiro

Presidente da BRK é ouvido em CPI por vereadores de Palmas, mas reunião termina com impasse

Ele foi ouvido nesta segunda e convocado para comparecer novamente à CPI no dia 7.

Por Redação
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03/06/2024 15h33 - Atualizado há 1 mês
José Mário Ribeiro do Espírito Santo

Notícias do Tocantins - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar possíveis irregularidades no contrato de concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário ouviu José Mário Ribeiro do Espírito Santo, presidente da BRK no Tocantins, nesta segunda-feira (3).  

A reunião pública, realizada na Câmara Municipal de Palmas (CMP), buscou esclarecer questões sobre a gestão e a qualidade dos serviços prestados pela companhia.

Impasse sobre a fiscalização da BRK

Durante a reunião, o relator da CPI, vereador Nego (PL), destacou que a BRK/Saneatins tem questionado judicialmente a competência da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Palmas (ARP), embora todas as ações tenham sido desfavoráveis à empresa.

"Eles questionam a força e a competência da agência municipal, mas a própria Justiça já determinou que a regulação é de competência da ARP [Agência de Regulação de Palmas], conforme a Lei nº 2.297, que estabeleceu a criação da agência em 2017", explicou.

Quem fiscaliza: Estado ou Município?

 A falta de reconhecimento por parte da BRK tem gerado problemas de fiscalização. "Hoje, eles estão sem fiscalização na prática, pois não reconhecem a ARP e a Justiça proibiu a Agência Tocantinense de Regulação (ATR) de atuar nessa função em Palmas, isso resulta em uma ausência de controle sobre a qualidade dos serviços prestados. A justificativa da BRK para não reconhecer a ARP está ligada à ideia de ‘subsídio cruzado’, que envolve 46 municípios e, segundo a empresa, deveria ser de competência estadual. Contudo, conforme está previsto na lei, a regulação local é uma atribuição do município de Palmas, especialmente após a criação da agência municipal”, afirmou Nego.

No decorrer da audiência, os membros da CPI questionaram o executivo sobre a questão do controle da qualidade da prestação dos serviços pela BRK. O presidente José Mário destacou que a empresa possui um Plano para a Gestão de Emergências e Crises, destinado a mitigar impactos e assegurar a continuidade dos serviços em situações adversas.

A reunião foi encerrada com a convocação do executivo da BRK para comparecer novamente à CPI na próxima sexta-feira, 7 de junho, para dar continuidade à oitiva.

Reunião pública ocorreu na Câmara

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