Presidente da Petrobrás nomeou o primo para cuidar da estatal nos Estados Unidos

Por Redação AF
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26/03/2014 09h02 - Atualizado há 1 mês
<span style="font-size:14px;">Jos&eacute; Orlando Azevedo foi o respons&aacute;vel por conduzir a disputa judicial que culminou com uma vit&oacute;ria dos belgas e numa conta de US$ 820,5 milh&otilde;es a mais para a estatal brasileira pagar.<br /> <br /> Azevedo presidiu a Petrobr&aacute;s Am&eacute;rica entre outubro de 2008 ao final de 2012. A nomea&ccedil;&atilde;o do primo foi aprovada pelo Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o da Petrobr&aacute;s, na &eacute;poca presidido pela presidente Dilma Rousseff, ent&atilde;o ministra da Casa Civil do governo Luiz In&aacute;cio Lula da Silva.<br /> <br /> O Brasil acabou pagando US$ 1,2 bilh&atilde;o pela refinaria de Pasadena ap&oacute;s o lit&iacute;gio, conclu&iacute;do em 2012. O lit&iacute;gio ajudou a encarecer o neg&oacute;cio. Em 2005, a belga havia comprado a planta de Pasadena por US$ 42,5 milh&otilde;es.<br /> <br /> Gabrielli informou a nomea&ccedil;&atilde;o do primo &agrave; Comiss&atilde;o de Valores Mobili&aacute;rios (CVM) e &agrave; Security Exchange Commission (SEC). No comunicado, a Petrobr&aacute;s diz aos &oacute;rg&atilde;os reguladores que &quot;o engenheiro de equipamentos s&ecirc;nior Jos&eacute; Orlando Melo de Azevedo &eacute; primo em primeiro grau do ent&atilde;o presidente da companhia, Jos&eacute; S&eacute;rgio Gabrielli de Azevedo.&quot;<br /> <br /> Desde 2010, a CVM exige que as empresas comuniquem ao preencher o formul&aacute;rio de refer&ecirc;ncia grau de parentesco at&eacute; o segundo grau entre administradores de uma empresa.<br /> <br /> Segundo a autarquia fiscalizadora, contudo, Gabrielli n&atilde;o precisaria cumprir esse ritual porque trata-se de um parentesco de terceiro grau, mesmo sendo primos diretos - os dois t&ecirc;m os mesmos av&oacute;s.<br /> <br /> Gabrielli informou, por meio da assessoria, que n&atilde;o v&ecirc; &quot;ilegalidade&quot; na nomea&ccedil;&atilde;o do seu primo, que &eacute; uma &quot;pessoa experiente&quot;. Com mais de 30 anos de Petrobr&aacute;s, Azevedo s&oacute; ocupou um cargo na alta c&uacute;pula da petroleira, justamente o da Petrobr&aacute;s Am&eacute;rica. Antes, foi apenas gerente. Hoje ele exerce a fun&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica de engenheiro na Transportadora Associada de G&aacute;s, subsidi&aacute;ria da petroleira, com sede no Rio de Janeiro.<br /> <br /> Sa&iacute;da. Azevedo foi afastado do cargo na Petrobr&aacute;s Am&eacute;rica pela atual presidente da estatal, Gra&ccedil;a Foster. Al&eacute;m de primo de Gabrielli, Jos&eacute; Orlando era muito pr&oacute;ximo de Jorge Zelada, ex-diretor de Assuntos Internacionais da empresa, cargo atualmente tamb&eacute;m ocupado pela presidente da Petrobr&aacute;s, Gra&ccedil;a Foster.</span>
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