Segurança pública passou das estruturas de madeirite à tecnologia de ponta

Por Redação AF
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04/10/2012 11h32 - Atualizado há 1 ano
<div class="conteudo"> <p> <span style="font-size:14px;">Ao conviver com estruturas simples, mas que n&atilde;o exclu&iacute;am situa&ccedil;&otilde;es para enfrentamento de problemas complexos, a seguran&ccedil;a p&uacute;blica &eacute; uma &aacute;rea que tamb&eacute;m teve de superar adversidades, desde o ato de emancipa&ccedil;&atilde;o do Tocantins &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias, para auxiliar no cont&iacute;nuo processo de sua consolida&ccedil;&atilde;o.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;">Para alcan&ccedil;ar o atual est&aacute;gio de evolu&ccedil;&atilde;o pelo reconhecimento de estar entre os 10 Estados que mais proporcionam seguran&ccedil;a ao cidad&atilde;o, foi necess&aacute;rio o lado abnegado e idealista de seus profissionais. De agentes, escriv&atilde;es, peritos, legistas, papiloscopistas, delegados, coordenadores, superintendentes, secret&aacute;rios adjuntos a secret&aacute;rios, e demais servidores da pasta da SSP - Seguran&ccedil;a P&uacute;blica.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;">Delegado de carreira da estrutura inicial da SSP, Nelson Tavares, superintendente da Pol&iacute;cia T&eacute;cnico-Cient&iacute;fica, e que na &eacute;poca tinha a denomina&ccedil;&atilde;o de Coordenadoria, conta que em fevereiro de 1989, incumbido pelo governador Siqueira Campos, teve &ldquo;a oportunidade de ver as coisas serem implantadas, e cada vez mais evoluindo dentro da SSP&rdquo;. Algo, por&eacute;m, amarrava de certa forma o processo, como ressalta o delegado.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;">Como a Coordenadoria era vinculada &agrave; Pol&iacute;cia Civil, aquela precisava de estar ligada diretamente &agrave; Diretoria Geral de Pol&iacute;cia, numa garantia de atua&ccedil;&atilde;o mais aut&ocirc;noma e isenta, fato que se daria a partir de junho de 1995. A medida, conforme ele, viria tornar mais c&eacute;lere o trabalho do perito criminal no levantamento e encaminhamento do inqu&eacute;rito policial ao Judici&aacute;rio. Uma fase em que na reparti&ccedil;&atilde;o, edificada em madeirite, bem como a maioria, n&atilde;o existiam m&oacute;veis, nem equipamentos pr&oacute;prios. Uma &eacute;poca em que come&ccedil;aram a ser estruturados, pela ordem, o IML &ndash; Instituto de Medicina Legal, o Instituto de Criminal&iacute;stica e o Instituto de Identifica&ccedil;&atilde;o, vindos a ser inaugurados pelo Governo do Estado, conjuntamente com os laborat&oacute;rios afins. Trabalho que desde o in&iacute;cio do surgimento do Estado teve a participa&ccedil;&atilde;o de importantes parceiros como a Unitins &ndash; Universidade do Tocantins, dentre outros.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;"><strong>Hist&oacute;ria de abnegados</strong></span></p> <p> <span style="font-size:14px;">&rdquo;Na verdade &eacute; uma hist&oacute;ria de abnegados&rdquo;, como define o superintendente, para adiantar que a luta n&atilde;o cessaria e, em setembro de 2011, foi designado pelo Governador, junto com o secret&aacute;rio da SSP &agrave; &eacute;poca, a angariar recursos junto a institui&ccedil;&otilde;es financiadoras para instalar o equipamento de laborat&oacute;rio do requisitado exame de DNA, e mais oito equipamentos de que ainda havia car&ecirc;ncia na pasta.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;">Da&iacute;, o trabalho seguiria com perspectivas ampliadas. Para o pr&oacute;ximo ano, o superintendente faz quest&atilde;o de enfatizar que j&aacute; foram realizados processos licitat&oacute;rios, com investimentos de cerca de R$ 2,5 milh&otilde;es, para as &aacute;reas de Gen&eacute;tica Forense e do Instituto de Criminal&iacute;stica a serem contempladas. &ldquo;Estaremos atendendo plenamente ao Legislativo, ao Judici&aacute;rio e Minist&eacute;rio P&uacute;blico quanto aos servi&ccedil;os solicitados&rdquo;, diz o superintendente.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;">S&atilde;o avan&ccedil;os que, conforme atesta, demandam recursos t&eacute;cnicos mais sofisticados para o norte e o sul do Estado expedirem com precis&atilde;o, por exemplo, atestados de antecedentes, certid&atilde;o criminal e outros. Para isso, o Governo do Estado, em parceria com o BNDES &ndash; Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social deve aplicar mais de R$ 7 milh&otilde;es em tecnologia de &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o, como o Afes, programa dentre os mais avan&ccedil;ados do pa&iacute;s e do mundo, na &aacute;rea, atendendo a uma demanda de armazenamento de dados impressionante, quase infinita.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;">Delegado que tamb&eacute;m marca fortemente sua presen&ccedil;a nos quadros da SSP tocantinense e que j&aacute; ocupou diversos cargos de dire&ccedil;&atilde;o na estrutura da Secretaria de Seguran&ccedil;a P&uacute;bica, inclusive o de secret&aacute;rio de Justi&ccedil;a e Cidadania, Djalma Leandro, come&ccedil;ou muito cedo a desenvolver fun&ccedil;&otilde;es de comando, hoje dirigindo a Acadepol &ndash; Academia de Pol&iacute;cia.&nbsp;</span></p> <p> <span style="font-size:14px;"><strong>Curso no Canad&aacute; e EUA</strong></span></p> <p> <span style="font-size:14px;">Como ainda n&atilde;o havia sido realizado concurso p&uacute;blico no rec&eacute;m-criado Estado, os primeiros funcion&aacute;rios eram comissionados. Depois do primeiro curso de forma&ccedil;&atilde;o de delegados e de escriv&atilde;es e agentes, com respectivas formaturas acontecendo em Colinas e Guara&iacute;, a Academia se instalaria em Taquaru&ccedil;u, com sua unidade de ensino policial e autonomia pr&oacute;pria. Trabalho persistente que propiciava a que, em 2002, cinco delegados de carreira passassem por curso de forma&ccedil;&atilde;o em Toronto, Canad&aacute; e Nova Iorque, Estados Unidos.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;">Ele afirma que o Governo estadual n&atilde;o tem poupado esfor&ccedil;os em levantar recursos para investimentos em qualifica&ccedil;&atilde;o profissional para os policiais e demais servidores da Secretaria de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. A come&ccedil;ar pelo pr&eacute;dio da Academia, que est&aacute; recebendo reforma geral, ganhando alojamento, cozinha, laborat&oacute;rio, biblioteca virtual, telecentro, sala para condicionamento f&iacute;sico e espa&ccedil;o simulador de tiro. &ldquo;Essa evolu&ccedil;&atilde;o mostra que a Academia deve ser vista como unidade de ensino de curso superior&rdquo;, analisa.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;">Outro profissional de reconhecido trabalho nos quadros da seguran&ccedil;a p&uacute;blica do Estado nestes 24 anos de emancipa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, &eacute; Reginaldo de Menezes Brito, que com voca&ccedil;&atilde;o &agrave; flor da pele se mostra indiferente &agrave;s agruras que tinham de enfrentar, como dist&acirc;ncias longas em estradas de terra, com lama ou poeira e outros obst&aacute;culos.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;"><strong>Disquete vindo de Goi&acirc;nia</strong></span></p> <p> <span style="font-size:14px;">Tempo em que era preciso buscar em Goi&acirc;nia os programas em disquete para aqui serem abertos e processados. Apenas aproveita para comparar o grau das opera&ccedil;&otilde;es realizadas. &ldquo;A alta tecnologia de hoje com a que n&atilde;o existia na &eacute;poca&rdquo;, diz ele, que como seus colegas tem um rol de centenas ou milhares de a&ccedil;&otilde;es, mandados de pris&atilde;o, de apreens&atilde;o de bens e outras dilig&ecirc;ncias pelo interior do Estado e do pa&iacute;s. Por&eacute;m n&atilde;o deixa de serem relevantes certas passagens que vivenciaram. &ldquo;Cada policial carregava consigo um saco de fichas telef&ocirc;nicas pelas regi&otilde;es do Estado para atuar nas opera&ccedil;&otilde;es&rdquo;, rememora. Era a gera&ccedil;&atilde;o anal&oacute;gica que, para realizar intercepta&ccedil;&otilde;es e detectar os autores de atos infracionais, o que atualmente s&atilde;o feitas com equipamentos modernos, utilizava-se o gravador de pilha tamanho tijolo.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;"><strong>O primeiro furto de ve&iacute;culo</strong></span></p> <p> <span style="font-size:14px;">&ldquo;Era um trabalho policial feito com muita voca&ccedil;&atilde;o, muito amor&rdquo;, conta. Daquela &lsquo;safra&rsquo;, podem ser mencionados alguns destacados policiais civis como Marcos Portilho, Alexandre Guimar&atilde;es, Zilmondes e outros tantos. Uma gera&ccedil;&atilde;o que formou escola e que ele bem resume: &ldquo;hoje &eacute; um grupo de policiais pequeno, mas de qualidade profissional&rdquo;, atesta.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;">Tanto que numa dessas buscas e trabalho de intelig&ecirc;ncia foi feita na &eacute;poca uma entre as maiores apreens&otilde;es de quantidades de drogas j&aacute; ocorridas na hist&oacute;ria do Estado, ou numa opera&ccedil;&atilde;o policial a roubo de banco em Palmas, quando tr&ecirc;s membros da quadrilha foram presos. Dois em Palmas e um Porto Nacional. No come&ccedil;o de Palmas, recorda o delegado Reginaldo, que as opera&ccedil;&otilde;es em ferros-velhos estavam sempre na agenda.</span></p> <p> <span style="font-size:14px;">Mas o fato bizarro pode ser creditado no primeiro furto de ve&iacute;culo ocorrido na nova capital, o de uma Veraneio. O respons&aacute;vel pelo furto, que n&atilde;o sabia dirigir carro, contratou um motorista para fazer o chamado bota-fora. S&oacute; que a batida policial foi eficiente e quando menos o ladr&atilde;o esperava, em Barreiras (BA), de imediato, recebeu a voz de pris&atilde;o junto com o mandado de busca e apreens&atilde;o do ve&iacute;culo, expedido pelo juiz. (Assessoria)</span></p> </div>
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