Porto Nacional

Sem médicos, hospital suspende atendimento de urgência e emergência; MPE apura

O secretário tem 24 horas para informar as medidas adotadas para reduzir o impacto da falta de médicos.

Por Agnaldo Araujo 1.301
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04/01/2019 10h08 - Atualizado há 9 meses
Comunicado da falta de médicos

O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou um inquérito para apurar a falta de médicos no Hospital Regional de Porto Nacional e expediu recomendação ao secretário de Estado da Saúde, Renato Jayme, para regularizar imediatamente a situação.

O órgão estipulou o prazo de 24 horas para que o secretário preste informações quanto à adoção das providências adotadas.  

A falta de médicos na unidade hospitalar foi registrada após o governador Mauro Carlesse (PHS) extinguir contratos temporários de 15.766 servidores públicos, incluindo 629 médicos.

Nessa quarta-feira (02), enfermeiros do hospital registraram um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil para denunciar a situação.

Segundo o MPE, o Hospital Regional de Porto e o Hospital Infantil e Maternidade Tia Dedé estão atualmente sem diretores-gerais e clínicos para ordenamento das despesas essenciais, controle de estoque de medicamento e determinação de escala de plantões dos profissionais da saúde.

Ao MPE, a Secretaria Municipal de Porto Nacional informou que houve suspensão dos serviços de urgência, emergência e atividades eletivas, além de os hospitais não estarem recebendo novos pacientes. Com isso, as pessoas estão sendo encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Conforme o MPE, a falta de médicos nos hospitais põem em risco a integridade física e a vida de inúmeros pacientes, principalmente porque a UPA não possui estrutura e insumos para atendimento de toda a demanda de pelo menos 12 municípios circunvizinhos.

O MPE recomendou que o secretário adote ‘imediatas e efetivas’ providências para o pronto restabelecimento dos profissionais médicos, designação interina de diretor clínico e diretor-geral para os hospitais e convocação dos médicos concursados, interrompendo até mesmo férias ou recesso.

De modo imediato, o MPE também recomendou que o secretário organize a destinação dos pacientes dos hospitais a outra unidade de saúde, além da UPA.

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