Eleições Suplementares

Sete chapas na disputa ao Palácio Araguaia; confira quem registrou a candidatura

Por Agnaldo Araujo
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23/04/2018 22h13 - Atualizado há 3 meses
Nielcem Fernandes // AF Notícias Fim de tarde movimentado no Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins nesta segunda-feira (23), prazo final para o registro de candidatura às eleições suplementares ao Governo do Tocantins em 3 de junho. Após desistências, surpresas e muitas negociações políticas, sete chapas realizaram o registro. A primeira a protocolar foi a senadora Katia Abreu, ao lado do candidato a vice-governador Marco Antônio (PSD). "Estou muito confiante que minha candidatura será registrada sem maiores problemas. Após o registro, a nossa primeira preocupação é estar com nossa conta de campanha aberta, que é um requisito da lei. Estamos com tudo providenciado para dar o start na campanha a partir de amanhã", declarou. A senadora não quis comentar a decisão do Diretório Nacional do PT de intervir no diretório estadual para garantir o apoio à sua coligação. "Não é permitido mais a coligação ou aumentar o tempo de televisão. O que o PT nacional decidiu fazer não cabe a mim comentar, eu respeito a decisão de todos os partidos", disse. O vereador e pré-candidato a deputado federal Tiago Andrino (PSB) registou ao lado do advogado do partido Leandro Manzano, a candidatura de Carlos Amastha ao governo do Estado. Poucas horas antes, Amastha haverá assinado o pedido de protocolo confirmando o nome de Célio Moura (PT) como vice, mesmo com a decisão do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores de intervir no PT do Tocantins para determinar o apoio da sigla à senadora Kátia Abreu (PDT). É uma discussão interna deles e não temos motivos para desconfiar do apoio do PT. Estamos muito seguros. Foi o que ouvimos do presidente do partido [Zé Roberto]", disse Andrino. Quanto à segurança jurídica, o advogado Leandro Manzano disse estar 'absolutamente seguro' de que o registro de candidatura da chapa de Amastha será deferido pelo TRE-TO. "Todas as resoluções dos Tribunais Eleitorais que regulamentaram eleições suplementares fixaram o prazo de 24 horas para desincompatibilização. Como estamos tratando de uma situação excepcionalíssima em que prepondera o fator surpresa, uma eleição inesperada, não há como se exigir seis meses de desincompatibilização do candidato", argumentou. A coligação é composta por cinco partidos: PSB, PCdoB, PT, Podemos e PTB. O PSDC ficou fora devido a problemas jurídicos. O senador Vicentinho Alves (PR) protocolou o registro rodeado de aliados. Ao lado de várias lideranças políticas e do seu vice, o vereador de Araguaína Divino Bethânia Júnior (PROS), considerando uma surpresa de última hora, Vicentinho começará a campanha pelo Bico do Papagaio e não vai perder tempo. “Vamos começar nossa caminha no meio do povo pelo Bico do Papagaio, por Araguatins. De lá pra cá pretendemos fazer de seis a sete cidades por dia. Esse mandato de seis meses é muito curto. Eu tenho que pontuar as minhas ações para seis meses e teremos alguns programas emergências como na área da saúde, por exemplo", enfatizou. A coligação ficou com PR, PROS e SD, PMB e PPL. O próximo a protocolar o pedido de registro da candidatura foi o ex-juiz e idealizador da Lei da Ficha Limpa, Marlon Reis, da Rede Sustentabilidade. Ele posou para fotos ao lado da ex-prefeita da capital, Nilmar Ruiz, e do seu vice, o ex-comandante geral da Polícia Militar do Estado, Edvan de Jesus Silva, ambos da Rede. À imprensa, Marlon Reis (REDE) disse que concorrer ao cargo de governador do Estado nas eleições suplementares é uma oportunidade de exercer a democracia e ressaltou a importância da eleição de maneira direta. O candidato afirmou que está com o plano de governo pronto. "A eleição direta é sempre preferível à indireta. A sociedade terá a oportunidade de escolher um governante em um quadro especialmente complicado que a prática da corrupção nos levou. Estamos com um programa completo que acabei de protocolar junto com o comandante Edivan, nosso vice, um conjunto completo de propostas. Dizem que não se pode fazer nada em seis meses, nós discordamos. É possível fazer muito", concluiu. Logo em seguida foi a vez do empresário Marcos Souza (PRTB), ao lado do seu vice, Sargento Genilson (PRTB), com uma 'chapa pura'. O Marcos da Cerâmica de Miranorte, como é popularmente conhecido, lembrou que a luta não é apenas do partido, e sim de todo povo tocantinense já que o Estado precisa mudar. E prometeu dar um basta à corrupção no Estado. "O Tocantins precisa mudar os rumos. A primeira coisa que vamos fazer é fechar as torneiras da corrupção. Nós passamos por uma situação vexatória quando fomos destaque na mídia nacional por causa de casos de corrupção. Um Estado novo com as velhas práticas de todos os Estados do Brasil. Seremos exemplo para todos os Estados brasileiros. Nosso compromisso é com a família tocantinense. É por isso que nosso slogan de campanha é Tocantins Livre", concluiu. O sexto candidato a protocolar o pedido de registro de candidatura junto ao TRE foi procurador da república Mário Lucio Avelar, do PSOL. Ele tem como vice o professor de Araguaína, Mayst Maia (PSOL), que foi candidato a prefeito de Araguaína nas eleições 2016. Avelar afirmou que a crise no Tocantins é mais presente em razão do descompromisso da classe política do Estado, que trabalha de costas para o povo. "A nossa candidatura vem para resgatar o princípio da boa gestão pública. Precisamos no primeiro momento resgatar a condição do Estado de investir, de pagar fornecedores e servidores, para implementarmos políticas públicas de saúde, segurança, de educação e desenvolvimento econômico. Nosso povo anda sofrendo muito. O desemprego é alto. As condições de saúde e educação são precárias. É preciso que resgatemos a política para que seja um processo de construção da cidadania e de defesa da sociedade", finalizou o procurador. A última candidatura a ser protocolada foi a do governador interino Mauro Carlesse (PHS). Após muita especulação em trono do nome do vice da chapa, foi escolhido o deputado estadual Wanderlei Barbosa. Carlesse não compareceu ao TRE-TO devido a um acidente doméstico com a filha de 3 anos, que fraturou o braço, e o protocolo dos documentos foi feito somente pelo advogado da coligação, Juvenal Klayber. Segundo fontes, houve o entendimento de que Araguaína já está bem representada com vários candidatos em outras chapas, a exemplo do vereador Divino Bethânia Júnior – vice do senador Vicentinho Alves (PR), Célio Moura – vice de Carlos Amastha (PSB), e professor Mayst Maia – vice de Mário Lúcio Avelar (PSOL). Por outro lado, Palmas estaria sem representante. Em razão disso, teria havido um consenso em torno do nome de Wanderlei Barbosa depois de muitas discussões. A coligação é formada pelo PHS, PRB, PPS, PP e DEM. Segundo os aliados, o lema da campanha será 'Um governo de atitude' e que governa para as pessoas, o Tocantins sempre em primeiro lugar.

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