Audiência

Tiago Dimas pressiona empresas aéreas por causa de preços abusivos das passagens no Tocantins

O deputado também cobrou garantia de mais voos frequentes para Araguaína após reforma do aeroporto.

Por Redação 614
Comentários (0)

07/06/2019 10h41 - Atualizado há 4 anos
Tiago Dimas na audiência

Durante nova audiência pública na Câmara para debater os altos preços das passagens aéreas no Brasil e escassez de voos regionais, o deputado federal Tiago Dimas (SD) pressionou as empresas aéreas devido aos valores abusivos praticados no Tocantins.

Citando especificamente Araguaína, o parlamentar pediu garantias de que mais voos frequentes serão instalados na cidade após investimentos de R$ 50 milhões para a qualificação do aeroporto.

O debate ocorreu nesta quinta-feira (06) na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços. Tiago Dimas é membro da comissão e vem participando ativamente de todas as reuniões do colegiado.

Participaram da audiênica representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de várias companhias aéreas, entre outros.

Como de praxe, todos tiveram dez minutos para apresentar suas opiniões sobre o tema. Tanto as empresas aéreas quanto a própria Anac tentaram justificar a situação atual  culpando a crise econômica e dificuldades do mercado.

No entanto, Tiago Dimas destacou que a população está se sentindo enganado pelo setor. Ele apresentou levantamento que mostrou preços muito desproporcionais cobrados pelas companhias no Tocantins, em especial da Gol nos voos diretos para Brasília.

As passagens a partir de Palmas, em geral, têm preços bem mais caros de que cidades de porte semelhante, como Porto Velho, Marabá, Santarém, Rio Branco e Presidente Prudente, mesmo todas elas sendo mais distantes de Brasília em linha reta na comparação com a capital tocantinense.

Os voos diretos estão com um preço absurdo, impraticáveis. Por que o quilômetro voado de Palmas para Brasília é bem mais caro de que outras cidades do mesmo porte, chegando a ser superior em mais de quatro vezes? Por que a Gol cobra muito mais caro dos tocantinenses?”, questinou o parlamentar.

O deputado também destacou a questão da cobrança de bagagem, lendo várias notícias da época em que esse encargo passou a ser feito aos consumidores com promessas da Anac e das empresas de baixar o custo das passagens, algo que não se confirmou – os valores aumentaram muito acima da inflação.

Essa é uma queixa do país inteiro. Ouvimos aqui [na Câmara] que o preço das passagens cairia se a bagagem despachada fosse cobrada à parte, mas é óbvio que nada disso ocorreu. O brasileiro está cansado dessa frustração. Estamos cansados de ser enganados”, salientou.

Compromissos e garantias

O parlamentar lembrou, ainda, que a redução significativa de ICMS sobre o combustível de aviação no Tocantins (diminuição pode passar de 10 pontos percentuais) não refletiu em nada nos preços cobrados ao consumidor no Estado.

O combustível é o maior insumo do avião, correspondendo a quase 35% do preço da passagem.

Dentro dessa linha de concessões ao setor, Tiago Dimas recordou que o principal motivo alegado pelas empresas para não fazerem voos regionais é a falta de infraestrutura aeroportuária.

Vamos fazer investimentos de R$ 50 milhões em Araguaína, tudo de dinheiro público, dinheiro dos brasileiros, esperamos que após isso não sejam colocados novos empecilhos que frustrem a esperança por mais voos”, afirmou.

Ao fim da audiência, os executivos da Gol e da Latam se comprometeram a se reunir, nos próximos dias, com a bancada tocantinense no Congresso Nacional para debater o tema e tentar encontrar alternativas.

Essas reuniões vão ocorrer separadamente. Com a Azul, várias reuniões já foram realizadas.

+ Gol e Latam cobram até o dobro nos voos do Tocantins; Tiago Dimas quer audiência

Audiência na CÂmara

Comentários (0)

Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

(63) 3415-2769
Copyright © 2011 - 2024 AF. Todos os direitos reservados.