Menos dinheiro

Tocantins estima queda de R$ 500 milhões na arrecadação por causa da crise do coronavírus

O Estado deve promover um debate sobre as condições das contas públicas.

Por Redação 701
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23/03/2020 08h49 - Atualizado há 1 semana
Sandro Henrique, secretário da Fazenda do Tocantins

Técnicos da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Tocantins (Sefaz) estimam que o Estado perderá receitas estimadas em R$ 500 milhões nos próximos 12 meses devido à crise do novo coronavírus. 

As medidas necessárias para conter o avanço da doença, tais como a redução na circulação de pessoas a fim de evitar aglomerações, vai provocar um possível desaquecimento dos negócios em todas as áreas e afetará, consequentemente, a arrecadação de impostos.

Na última quinta-feira (19), o secretário da Fazenda Sandro Henrique Armando afirmou que a queda na arrecadação do Estado pode superar a marca de R$ 40 milhões por mês. 

“É com a arrecadação dos impostos que o Governo do Tocantins tem os recursos para manter os serviços públicos de Saúde, Educação, Segurança, Infraestrutura, e os demais atendimentos. É um momento que temos que nos reprogramar, reduzir ainda mais despesas que podem ser contidas e concentrar forças no atendimento da população nas questões emergenciais, principalmente em relação ao novo coronavírus e para aqueles tocantinenses atingidos por enchentes”, afirmou o secretário.

O gestor adiantou que o Governo do Estado deve promover, nos próximos dias, um debate sobre as condições das contas públicas.

"É um debate que precisará ser feito. É um momento novo, que não estava previsto e todos nós precisamos nos readequar a essa situação para, no mínimo, reduzir os impactos nas finanças do Estado. Sabemos que o Tocantins ainda é o principal indutor da nossa economia, por isso, as contas do Estado precisam estar saudáveis para que a nossa economia se recupere o mais rápido possível quando essa crise do novo Coronavírus passar”, finalizou o secretário.

A atual gestão destacou que vem trabalhando pela recuperação das finanças do Estado e já atingiu o enquadramento na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), bem como efetuou o pagamento de dívidas de gestões passadas, retomou algumas obras e fez novos investimentos na Saúde, Segurança, Educação e Infraestrutura.

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