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UFT cria disciplina para discutir transtornos emocionais na formação acadêmica

A disciplina propõe um ambiente de fala e escuta das narrativas de prazer e sofrimento.

Por Redação 695
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30/03/2019 09h43 - Atualizado há 10 meses
UFT

Com o objetivo de construir laços de cooperação e solidariedade ao abordar a saúde mental dos estudantes, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) ofertará a disciplina ‘Prazer e Sofrimento na Universidade’ a partir de 10 de abril deste ano.

A disciplina é optativa e será oferecida neste semestre inicial aos alunos dos cursos de jornalismo e administração, mas a ideia é estender a oportunidade para outros cursos da UFT.

Serão ministradas 18 aulas, sendo 14 presenciais e quatro na modalidade de ensino a distância (EaD). Segundo a universidade, foram disponibilizadas 30 vagas para matrícula pela internet e a procura já excede o número da oferta.

Acredito que iremos caminhar para ser uma disciplina intercursos de apoio aos universitários, que terão um espaço de fala e escuta para as suas dores”, revela a professora Liliam Deisy Ghizoni, responsável pela disciplina.

Entre o prazer e o sofrimento

Sofrimento psíquico é algo que pode atingir alunos ingressos a formandos no decorrer da graduação. Da felicidade em se adentrar nesta nova fase da vida, em que os anseios profissionais se acentuam, à pressão pelas demandas das disciplinas e os questionamentos pessoais que surgem ao longo dos semestres, a saúde mental dos estudantes fica oscilante e à deriva muitas vezes.

Segundo uma pesquisa divulgada em 2018 pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), 80% dos universitários já foram afetados por transtornos emocionais.

Visando ser um espaço de acolhida, a disciplina ‘Prazer e Sofrimento na Universidade’ propõe um ambiente de fala e escuta das narrativas de prazer e sofrimento vivenciadas pelos estudantes durante o convívio universitário. “Esperamos atender a demanda de cuidar dos discentes nas questões que envolvam o binômio prazer-sofrimento na academia”, enfatiza a professora.

Vamos trabalhar, num primeiro momento, para fazer as escutas destas demandas e, no segundo, para elaborar projetos de ação que promovam uma rede de apoio permanente", esclarece Liliam.

(Ascom/UFT)

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