Internacional

Tráfico humano continua sendo um grande problema para a Suíça nos dias de hoje

As vítimas do tráfico de seres humanos são originárias de 42 países diferentes.

Por Swissinfo.ch
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27/05/2019 09h17 - Atualizado há 2 meses
O número de casos de tráfico de seres humanos envolvendo mulheres migrantes é uma preocupação

Um grupo de apoio a mulheres imigrantes cuidou de 108 novos casos de tráfico humano na Suíça no ano passado.

Em conjunto com as 113 consultas em andamento de anos anteriores, o grupo diz que o número de casos de mulheres sendo traficadas para o país (muitas para prostituição) continua alto.

Em 2017, o FIZ deu apoio a 228 mulheres. Para combater o problema, o centro uniu forças com grupos religiosos para oferecer melhor atendimento às vítimas. O Centro de apoio às mulheres migrantes e vítimas de tráfico de mulheres (FIZ, na sigla em alemão) disse que 34 das vítimas eram requerentes de asilo.

A entidade com sede em Zurique receberá financiamento das igrejas católicas e evangélicas da região para criar um novo projeto intitulado "Proteção Integral para Vítimas de Tráfico de Seres Humanos no Setor de Asilo".

O Brasil está entre os dez países com mais vítimas do tráfico de pessoas, de acordo com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas na Câmara dos Deputados, instaurada em 2013.

A instituição disse que foi necessário recorrer aos fundos das igrejas, já que o Estado não forneceria dinheiro se a cena do crime não pudesse ser estabelecida como estando na Suíça. As vítimas do tráfico de seres humanos são originárias de 42 países diferentes.

A maioria (14%) era da Hungria, com 8% provenientes da Nigéria e da Romênia e 7% da Bulgária.

O FIZ também oferece aconselhamento geral para mulheres imigrantes e diz que o número dessas sessões aumentou de 299 em 2017 para 348 no ano passado.

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