Veneno mortal

Estudante de veterinária é picado por cobra naja que ganhou de presente e está na UTI

Essa é uma das cobras mais venenosas do mundo e só havia uma dose do soro no Brasil.

Por Gláucia Peixoto 3.423
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10/07/2020 14h18 - Atualizado há 1 mês
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Um estudante de veterinária foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo de um hospital particular, em Brasília, após ser picado por uma cobra naja que havia ganhado de presente. Ele ficou em coma induzido, afetado pelo veneno do animal peçonhento que é um dos mais mortais entre as cobras. O acidente aconteceu na terça-feira (7/7).

O soro antiofídico utilizado contra a peçonha da cobra não surtiu o efeito no jovem, mesmo tendo sido aplicado no mesmo dia. A dose era a única no Brasil para esse tipo de picada, e foi disponibilizada pelo Instituto Butantan, centro de estudos biológicos da Universidade de São Paulo.

“A Naja é um gênero que pode produzir acidentes graves. [A espécie libera] uma neurotoxina que vai atuar no sistema nervoso central, que pode levar à paralisia respiratória”, afirmou a infectologista Joana D’arc Gonçalves ao G1 DF.

Só havia uma dose contra esse veneno no Brasil!

O estudante Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, 22 anos, foi hospitalizado com insuficiência respiratória e, devido ao sintoma, foi submetido à intubação com ventilação mecânica e sonda. Porém, para conseguir mais soro contra o veneno, somente uma importação seria possível, fato dificultado por causa da pandemia do coronavírus.

Necrose no braço e problemas cardíacos

Segundo apuração do Correio  Brasiliense, ainda durante a madrugada do último dia 08, Pedro Henrique sofreu um choque anafilático, consequência de uma reação alérgica grave, e a administração do soro precisou ser interrompida.

Pedro Henrique está com necrose no braço, local da picada, e com problemas cardíacos em decorrência do acidente. Ele deve sair da UTI neste sábado (11), mas não tem previsão de alta.

Tráfico de animais

O Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) capturou o animal atrás de um shopping. Segundo a corporação, familiares de Pedro Henrique forneceram informações que levaram ao contato de um adolescente que estaria com o réptil. De acordo com a Polícia Civil, ele é amigo do estudante picado.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso como tráfico de animais, já que não encontrou registro da importação do réptil que foi presente dado pela família do estudante. Segundo especialistas em cobras, a naja que picou o estudante brasileiro tem veneno forte o bastante para matar um ser humano adulto com apenas uma picada.

VÍDEO DA COBRA

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