Capacitação

Venezuelanas refugiadas em Araguaína farão curso ofertado pela prefeitura a partir de novembro

Ações têm como objetivo oferecer autonomia financeira.

Por Redação 567
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28/10/2021 14h40 - Atualizado há 1 mês
Ao todo, 11 mulheres refugiadas já estão inscritas

O Comitê Municipal Consultivo de Assistência Emergencial, coordenado pela Secretaria da Assistência Social de Araguaína, realizou a terceira reunião on-line para discutir as ações de acolhimento das famílias venezuelanas refugiadas em Araguaína nesta quarta-feira (27).

A reunião, que ainda contou com a presença de instituições governamentais e civis, também propôs uma audiência pública sobre as pessoas em situação de rua.
 
Na reunião, foi abordada a contratação pela Prefeitura de sete venezuelanos que vão atuar na limpeza e manutenção dos parques da cidade a partir de novembro. A iniciativa tem como intuito contribuir para autonomia financeira, respeitando a cultura das famílias.

“Antes da contratação, reunimos com os Waraos, nos colocamos à disposição, pois é um estilo de vida totalmente diferente do que eles estão acostumados, então entendemos a importância de acompanhar eles nesse processo”, explicou a superintendente da Assistência Social, Suzana Salazar.
 
Outra ação apresentada pelo Município foi a oferta do curso de peso de porta e feltro, que faz parte do Programa Geração de Renda, com carga horária de 80 horas, previsto para iniciar no dia 4 de novembro. Ao todo, 11 mulheres refugiadas já estão inscritas nessa capacitação.
 
“Em uma das nossas visitas, uma das preocupações que ouvimos das mulheres era sobre a falta de uma fonte de renda e esse curso é o primeiro passo para isso, acredito que estamos caminhando bem”, afirmou o procurador do Ministério Público Federal Thales Coelho.
 
Dados e outras ações

Quando o comitê foi criado, em junho deste ano, eram mais de 100 refugiados vivendo no município. Atualmente são 36 pessoas que foram mapeadas pela Assistência Social e estão divididas entre 16 adultos, sendo 1 idoso e 20 crianças e adolescentes. Desse total, 20 são do sexo masculino e 16, do feminino.

"O número de famílias sofre alterações constantes, pois após o levantamento, foi informada a chegada de mais três famílias somando 14 pessoas", informou a superintende.
 
Desde a chegada do grupo refugiado, a Prefeitura fornece benefícios, como cestas básicas e verdes, itens de higiene básica, curso de capacitação, atendimento médico, vacinação e auxílio para regularização de documentação, que possibilitaram a inclusão nos programas do Governo Federal, por meio do CadÚnico.
 
Pessoas em situação de rua

O comitê também apresentou um levantamento de março a setembro sobre o atendimento das pessoas em situação de rua em Araguaína. Foram mais de 50 novos cadastros, 169 abordagens realizadas e 33 concessões de benefícios que envolvem desde disponibilizar passagens rodoviárias, distribuir cestas básicas e tratamentos de saúde. 

A reunião foi finalizada com a sugestão da Secretaria de Assistência Social de uma audiência pública para tratar sobre o assunto. A data e a pauta do evento serão definidas por meio de uma votação do comitê.

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