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Dois deputados estaduais e um federal do Tocantins perderiam eleição se ‘distritão’ estivesse em vigor em 2014

Redação AF - | - 652 views
Foto: Montagem/AF
Professora Dorinha, Cleiton Cardoso e Júnior Evangelista teriam perdido eleição com 'distritão'

Uma das propostas inclusas na reforma política em análise no Congresso Nacional é instituir o chamado ‘distritão’. Na prática, acabará com as coligações nas eleições para deputado federal, deputado estadual e vereador, e serão eleitos apenas os candidatos mais votados. Caso a reforma seja aprovada até 7 de outubro, a nova regra valera para as eleições 2018.

Com o distritão, não serão levados em conta os votos para o partido ou a coligação. O modelo acaba com os “puxadores de votos”, candidatos com votação expressiva que garantem vagas para outros integrantes da coligação cuja votação é inexpressiva.

O conhecido deputado federal Celso Russomanno (PRB), por exemplo, teve 1,5 milhão de votos, e elegeu outros quatro candidatos do seu partido. Entre eles está o cantor sertanejo Sérgio Reis, que recebeu 45 mil votos, e Fausto Pinato, que teve apenas 22 mil votos. Tiririca, por exemplo, levou com ele outros 2 deputados do PR. Com o distritão, esse modelo chegará ao fim.

Já no Tocantins, a mudança no resultado da eleição para deputado estadual seria mínima, apenas dois parlamentares não teriam conseguido a vitória. São eles: deputado Cleiton Cardoso (PSL), com 9.020 votos, e deputado Júnior Evangelista, 8.269 votos. Eles tiveram menos votos do que outros nove candidatos que não foram eleitos.

Com o distritão, teriam conseguido a reeleição Solange Dualibe (SD) – 11.295 votos, e José Augusto (PMDB), 11.140 votos. Não haveria nenhuma mudança nos outros 22 eleitos. Ou seja, na prática, o distritão já é quase uma realidade.

Na eleição para deputado federal, haveria apenas uma mudança, entrando Júnior Coimbra (PMDB) – 43.270 votos, e perderia a vaga a deputada professora Dorinha Seabra (DEM), 41.802 votos.

PONTOS NEGATIVOS DO DISTRITÃO

Nem tudo são flores: esse modelo pode favorecer candidatos com mais recursos financeiros, e prejudicar aqueles que apostam apenas em bons projetos e propostas.

Também pode favorecer os candidatos mais conhecidos, como celebridades ou parlamentares que tentam a reeleição, o que tornaria mais difícil a renovação.

COMO É HOJE – Proporcional com lista aberta

Como funciona o sistema

1 – O eleitor vota no partido ou no candidato.

2 – Os partidos podem se juntar em coligações.

3 – O sistema permite o voto no partido e não somente no candidato.

4 – É calculado o quociente eleitoral, que leva em conta os votos válidos no candidato e no partido.

5 – Pelo cálculo do quociente, é definido o número de vagas que cada coligação ou partido terá direito.

6 – São eleitos os mais votados das coligações ou partidos.

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