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Eduardo Siqueira e filho do Procurador de Justiça são alvos de operação que investiga fraudes em licitações

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
Deputado Eduardo Siqueira

A Polícia Federal deflagrou a 4ª fase da Operação Ápia no Tocantins, na manhã desta sexta-feira (28), e um dos principais alvos é o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM).

Policiais federais foram até a residência do parlamentar nesta manhã para cumprir um mandado de condução coercitiva. O apartamento do deputado fica na quadra 110 Norte, em Palmas. Ele foi levado para depor por volta das 08 horas.

A PF também apreendeu documentos e fez buscas no escritório de advocacia de Renan Bezerra de Melo Pereira, ex-superintendente de obras do Estado e filho do Procurador Geral de Justiça, que é o chefe do Ministério Público Estadual.

Entenda

A Operação Ápia teve início em outubro de 2016 e foi deflagrada para combater um esquema de fraudes no Tocantins à licitações públicas e execução de contratos administrativos celebrados para a terraplanagem e pavimentação asfáltica em diversas rodovias estaduais.

A investigação apontou um esquema de direcionamento de concorrências envolvendo órgãos públicos de infraestrutura e agentes públicos do Estado, nos anos de 2013/2014. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos gire em torno de 25% dos valores das obras contratadas, o que representa aproximadamente R$ 200 milhões.

Para a execução das obras, segundo a PF, havia um cartel entre as construtoras para vencer as licitações, são elas: Empresa Projetos de Engenharia LTDA., CRT Construtora – Rio Tocantins, MVL Construções, Construtora Barra Grande, CCM – Construtora Centro Minas, CSN Engenharia LTDA. e EHL – Consócio EHL.

O ex-governador Siqueira Campos também já foi alvo da operação e prestou depoimento. Já o também ex-governador Sandoval Cardoso (SD) foi preso e ficou 16 dias na Casa de Prisão Provisória de Palmas. Ele só saiu após pagar fiança de R$ 50 mil. (Com informações – G1/TO).

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