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Governo deve aumentar número de alunos por turma para demitir professores contratados; saúde terá cortes

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
A proposta pode ser colocada em prática

Agnaldo Araujo//AF Notícias

O Governo do Tocantins pretende aumentar a quantidade de alunos por turma para ter condições de demitir os professores contratados. A proposta é para reduzir os gastos com a folha de pagamento dos servidores do Estado. A informação foi repassada pelo Secretário de Administração, Geferson Barros, à TV Anhanguera.

A união de turmas foi proposta pelo secretário aos gestores da educação. O Governo já exonerou mais de 500 servidores contratos, a maioria professores e auxiliares de serviços gerais.

Os serviços da saúde também devem ser afetados. Haverá redução dos plantões extras e insalubridade dos médicos e corte de adicionais noturnos. A medida é para comportar dentro da folha de pagamento o alinhamento da Polícia Civil determinado pela Justiça e que deve ter início em setembro de 2017. A folha vai aumentar R$ 28 milhões com o alinhamento, sem o cálculo da data-base.

 “Nós vamos promover uma série de desonerações agora na folha de pagamento para garantir que a gente consiga pelo menos absorver esse impacto da Polícia Civil”, disse o secretário.

O Governo também pretende rever os benefícios de algumas categorias, as chamadas indenizações. Segundo Geferson Barros, o total dessas indenizações custam cerca de R$ 20 milhões por mês, incluindo todas as categorias. Entre elas está o adiantamento de diárias e produtividade que os auditores fiscais da Secretaria da Fazenda recebem. Os valores chegam a quase R$ 3 milhões por mês. O mesmo ocorre com os servidores da Adapec. O adiantamento de diárias passa de R$ 1 milhão por mês.

“A prioridade do Governo do Estado neste momento é pagar os vencimentos e subsídios. Se nós não tivermos condições de pagar despesas indenizatórias nós vamos priorizar os vencimentos e subsídios”, disse Geferson Barros.

Para o secretário, a redução vai atingir a todos. “Na verdade, a redução vai ter que atingir todo mundo, inevitavelmente. Mas nós estamos estudando para que não haja precarização dos serviços”, finalizou.

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