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Há um traidor entre os deputados de Araguaína na polêmica dos R$ 45 milhões, diz fonte

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) onde a emenda foi aprovada.

“Araguaína tem muita expressão dentro da Assembleia Legislativa. Esses R$ 45 milhões não seriam retirados se não fosse a articulação forte de algum deputado da própria cidade”. A revelação foi feita por uma fonte do AF, servidor técnico de uma das Comissões da Casa. Ele acompanhou toda a movimentação em torno dessa polêmica.

Cerca de R$ 86 milhões seriam destinados para a duplicação da TO-222, mas a verba sofreu um corte de 52%, equivalente a R$ 45 milhões.

“Essa manobra foi arquitetada por alguém da bancada de Araguaína que afirmou com muita segurança que os R$ 41 milhões dariam para fazer a duplicação. Não vejo nenhum [outro] deputado com disposição para atrapalhar ou tirar alguma coisa de Araguaína”, disse a fonte.

Ainda conforme o servidor, houve uma atuação ‘forte e inequívoca’ dentro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a emenda foi aprovada na madrugada de 31 de agosto. A Comissão é presidida pelo deputado de Araguaína, Olyntho Neto (PSDB).

BANCADA SIGNIFICATIVA EM POSIÇÕES ESTRATÉGICAS

A fonte destacou que Araguaína tem ‘votos significativos’ na Assembleia e teria condições de barrar essa manobra. Além disso, muitos deputados ligados à cidade ocupam ‘posições estratégicas’.

É o caso do próprio Olyntho Neto, presidente da CCJ, onde a proposta já poderia ter sido enterrada. A líder do governo, Valderez Castelo Branco (PP), é outro exemplo. Jorge Frederico (PSC) é o primeiro secretário. Luana Ribeiro (PR) é vice-presidente e muito ligada a Araguaína.

“O Governo também dormiu através de sua líder. Parava tudo! Convocava uma reunião com o governador e com o secretário de infraestrutura para explicar a obra, e até colocava a liderança à disposição caso não fosse atendida. Poderiam ter feito algo mais incisivo em defesa dos recursos. Tem gente de Araguaína em posições estratégicas para impedir que isso tivesse acontecido. Se não fizeram nada, alguma coisa está acontecendo”, afirmou.

A fonte destacou que o presidente da AL, Mauro Carlesse, não teria nenhum interesse em prejudicar a cidade. “Ele tem planos maiores e sabe a importância de Araguaína em qualquer processo político”, disse.

Além disso, diz o servidor, “papel não anda sozinho”. “Valores assim não são aleatoriamente atribuídos. Esse crime tem mão e digital. Não foi um suicídio. O mordomo é também suspeito. Não há ninguém de fora de Araguaína que tenha começado e finalizado esse processo”, concluiu a fonte.

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