Médicos, coronéis, auditores e delegados querem ganhar acima do teto de R$ 24,1 mil

Redação AF -
Foto: Koró Rocha.
Servidores em reunião com deputados estaduais

Os deputados estaduais receberam representantes de servidores públicos nesta quarta-feira (6) e ouviram um pedido de revisão do teto do funcionalismo público. De acordo com sindicalistas de categorias como médicos, auditores fiscais, coronéis da Polícia Militar e delegados da Polícia Civil, o teto os impede de usufruir direitos como data-base, progressões e gratificações.

De acordo com os sindicalistas, o teto praticado no Poder Executivo seria de R$ 24.117,00, valor do salário do governador do Estado. Os servidores querem desvincular seus vencimentos do salário do governador, que, para eles, é “simbólico e de caráter político”.

O impacto da medida seria cerca de R$ 3,8 milhões na folha de pagamento, o que representaria menos de 1%. Pelos cálculos do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita do Estado do Tocantins (Sindifiscal) 950 servidores estariam nesta situação. “Não queremos um aumento, mas apenas receber o que já é nosso”, disse Carlos Campos, presidente da entidade.

Os parlamentares receberam com cautela a reivindicação. Para o deputado Wanderlei Barbosa (SD), o momento não é propício à proposta e sugeriu aos servidores procurar representantes do Executivo, outros deputados e, assim, amadurecer a ideia e construir um ambiente mais favorável.

Muitos deputados também são avessos ao assunto em razão da crise financeira do Estado. A deputada Valderez Castelo Branco (PP) lembrou que o Executivo está com dificuldades para pagar débitos com PlanSaúde e Igeprev. Ao passo que o parlamentar Elenil da Penha (PMDB) foi direto: “hoje, eu não votaria a favor”.

As discussões foram mediadas pelo deputado Nilton Franco (PMDB), que é auditor fiscal de carreira.

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