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Supremo autoriza corte de salários dos servidores em greve; Fesserto lamenta

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação/Sisepe
Os servidores no Tocantins continuam com a mobilização

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (27/10), que a administração pública pode descontar dos salários dos servidores em greve os dias decorrentes da paralisação. Os servidores públicos do Estado do Tocantins estão com cerca de 80 dias parados.

O presidente da Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos do Tocantins (Fesserto) e da Força Sindical no Estado, Carlos Augusto Melo de Oliveira (Carlão), lamentou a decisão do STF.

Para o líder sindical, a decisão fere o direito legítimo a greve do trabalhador.“O que estamos acompanhando é uma onda contra os direitos trabalhistas se alastrando no país. Primeiro vem a PEC 241, que congela gastos públicos. Depois, o fim da revisão das aposentadorias para quem seguiu trabalhando e agora vão impedir greves na marra”, destacou o líder sindical.

Carlão voltou a lamentar a postura dos deputados federais tocantinenses, que apoiaram em peso a PEC 241. Dos oito congressistas, apenas Professora Dorinha (DEM) votou contra a proposta. “Fica o agradecimento à deputada Dorinha, que tanto no primeiro, quanto no segundo turno, entendeu os malefícios da proposta”, destacou.

Sobre o corte de ponto de grevistas, o presidente da Fesserto e da Força Sindical-TO ressaltou que o Supremo escolheu uma data emblemática para a decisão, tomada nesta quinta-feira, 27, a um dia do Dia do Servidor Público. “Ganhamos um verdadeiro Cavalo de Troia”, destacou. (Ascom – Fesserto).

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