Efeito cascata

Após saída de Bolsonaro, ex-candidato ao Senado pelo Tocantins anuncia que também deixará o PSL

Ele justificou a saída afirmando que irá ajudar o presidente na construção do novo partido.

Por Nielcem Fernandes 897
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13/11/2019 10h52 - Atualizado há 2 semanas
Farlei Meyer

A crise nacional do Partido Social Liberal (PSL) atingiu seu ápice com o anúncio da saída do presidente Jair Bolsonaro feito por ele próprio através de uma rede social nesta terça-feira (12). Bolsonaro afirmou que irá criar uma nova legenda chamada ‘Aliança pelo Brasil’.

"Hoje anuncio minha saída do PSL e início da criação de um novo partido: 'Aliança pelo Brasil'. Agradeço a todos que colaboraram comigo no PSL e que foram parceiros nas eleições de 2018", afirmou Bolsonaro.

O anúncio do presidente repercutiu de imediato em diversos diretórios regionais da sigla país afora. E no Tocantins não foi diferente.

Ex-candidato ao Senado pelo Estado nas últimas eleições, o policial federal aposentado Farlei Meyer comunicou ao seu eleitorado que irá acompanhar o presidente e anunciou sua desfiliação do segundo maior partido da Câmara Federal.

Ele justificou a saída afirmando que irá ajudar o presidente na construção do novo partido. “Não há o que permanecer no PSL diante de tantos problemas... Me coloquei à disposição do Presidente para ajudar na criação deste novo partido”, disse Meyer em nota.

Racha regional

No fim de outubro, um episódio envolvendo uma fake news disseminada por um falso assessor do PSL e publicada pela imprensa tocantinense deixou o presidente regional da sigla, o ex-deputado Antônio Jorge, furioso.

O material afirmava que Antônio Jorge sempre ficaria do lado do presidente Jair Bolsonaro e não de Luciano Bivar, presidente nacional do PSL. Na época, Antônio Jorge negou o clima de ‘racha’ no PSL tocantinense e afirmou desconhecer o conteúdo do material encaminhado à imprensa.

No entanto, Meyer afirmou que o ‘racha’ existe em entrevista ao AF Notícias nessa terça-feira (13) e acrescentou que sempre ficaria ao lado de Bolsonaro e não de Luciano Bivar.

“Essa situação do partido estava insustentável há algum tempo e eu deixei bem claro: só fico no PSL se o Bivar e o Antônio Jorge saírem. Estava esperando uma posição do presidente. O Bolsonaro saindo eu saio junto. Não estava no partido atrás de dinheiro”, afirmou.

O AF Notícias tentou contato com o presidente do PSL no Tocantins, Antônio Jorge, para sondar seu posicionamento em ralação a decisão de Bolsonaro, mas não obteve resposta até a publicação da matéria. 

Confira a nota de Farlei Meyer

Prezados Senhores,

Com a desfiliação, hoje anunciada pelo Pres. BOLSONARO, do PSL, gostaria de comunicar a todos que estarei nesta semana enviando ao PSL/TO e ao Cartório Eleitoral de Gurupi/TO minha também desfiliação daquele partido.

Não há o que permanecer no PSL diante de tantos problemas (tanto na Nacional quanto na Estadual), pois como me filiei pelo Pres. Bolsonaro e pelo amigo (e colega da PF) Eduardo Bolsonaro em Março 2018, diferente de muitos que depois vieram surfar, se autopromover mas que agora estão mostrando as suas verdadeiras intenções e ambições pessoais.

Não vim por qualquer fundo (seja Eleitoral, Partidario ou de outro origem pública) e me sinto assim tranquilo em sair do que não mais acredito.

Agradeço a todos os 65.676 votos que tive no TOCANTINS, fato este que me orgulho enormemente e me faz acreditar que a luta não foi em vão.

Me coloquei à disposição do Presidente para ajudar na criação deste novo partido (organização, coleta de assinaturas, etc.), pois sou fiel a um ideal maior de nação e não à vis “moedas de Prata”.

Atenciosamente,

FARLEI MEYER

Agente de Polícia Federal

(Aposentado)

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