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Arnaldo Filho

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Disputa para vereador

Composições e intercorrências deixam 5 vagas totalmente livres na Câmara de Palmas

Isso garante parte da renovação política no Legislativo Municipal.

Por Arnaldo Filho 519
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24/09/2020 08h39 - Atualizado há 2 meses
Plenário da Câmara Municipal de Palmas

Dos 19 vereadores de Palmas, ao menos cinco não concorrerão à reeleição nas Eleições 2020, o que garante, portanto, uma renovação obrigatória a partir de janeiro de 2021. Não irão concorrer ao pleito de novembro os vereadores Claudemir Portugal (PSDB) e Pastor Rogério Santos (Republicanos) que alegaram razões pessoais, além de Tiago Andrino (PSB), Milton Neris (PDT) e Gerson Alves (PSL), que vão disputar em chapas majoritárias. 

Andrino, inclusive, já registrou a candidatura a prefeito da capital, cuja coligação foi sugestivamente denominada “A Retomada, pra uma Palmas melhor de novo”, em alusão à possível volta do grupo de Amastha (PSB) ao poder. Já Neris foi indicado para ser o candidato a vice-prefeito na aliança encabeçada por Marcelo Lelis (PV) e, Gerson Alves, como vice na 'chapa pura' liderada pela deputada estadual Vanda Monteiro (PSL). 

Gabinete de Pastor teria o comando dos chefes da igreja 

Nos bastidores da Câmara de Vereadores, cogita-se que o vereador Pastor Rogério Santos não vai concorrer à reeleição porque a igreja da qual ele é missionário (Universal do Reino de Deus) indicou outro candidato. Informações preliminares dão conta que a congregação considera que o mandato do pastor é participativo e plural. Neste caso, a igreja teria poder sobre o gabinete e o parlamentar apresentaria projetos e votaria em plenário, segundo as orientações dos “chefes da igreja”. Complicado? Talvez, mas já dizia o velho ditado: “O combinado não sai caro”.

Além disso, a denúncia formalizada junto ao Ministério Público, por um ex-servidor do referido gabinete – sob a alegação de ter sido obrigado a participar de um esquema de “rachadinhas salariais” – também pode ter pesado na decisão dos bispos evangélicos. 

Algumas vagas já teriam donos, mas nada está garantido

É impossível precisar se o “indicado” da igreja para substituir o pastor/vereador no parlamento, conseguirá manter a vaga com os votos dos fiéis. Entretanto, o que se tem visto pela cidade é que, das cinco vagas já declaradas como disponíveis, pelo menos duas delas provavelmente serão ocupadas pelos “puxadores de votos” atualmente em evidência. Na lista estão, por exemplo, Márcio da Costa (PSL) [esposo da deputada estadual Vanda Monteiro] e Pedro Cardoso (DEM) [filho do deputado estadual Cleiton Cardoso]. Pelo mesmo raciocínio e critério, uma quarta vaga também “teria dono”, se Carlos Amastha houvesse decidido ser candidato a vereador. Contudo, ele refluiu sob o argumento que precisava ajudar o grupo político a eleger Andrino para o cargo de prefeito. 

Em suma, resta ainda saber se os 14 vereadores que vão disputar a reeleição conseguirão manter seus mandatos. É possível que alguns deles não sejam reconduzidos aos cargos, quer seja pela própria atuação parlamentar, quer seja pela dificuldade que os próprios partidos terão para atingir o coeficiente eleitoral. Renovação à vista, portanto.

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