Norte do Tocantins

Professora denuncia agressão de PMs contra filho e registra BO; vídeo mostra ação

Fato ocorreu no último sábado, 31 de julho, em Aguiarnópolis.

Por Joselita Matos 6.295
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03/08/2021 10h24 - Atualizado há 1 mês
PM dá um empurrão nas costas do filho da professora

A professora Vilma Pereira da Cruz Lopes, que mora em Aguiarnópolis (TO), registrou um boletim de ocorrência nesta segunda-feira (2) para denunciar agressões físicas e verbais que teriam sido praticadas por policiais militares contra seu filho, Felipe André, de 30 anos, nesse último sábado, 31 de julho. Ela também comunicou o fato à Corregedoria da corporação.

Conforme o relato da professora, acontecia uma comemoração de aniversário do cunhado do seu filho, quando uma viatura passou pelo local e os PMs pediram para baixar o volume do som, o que teria sido atendido de imediato. Contudo, mais tarde, os militares teriam retornado com reforço de três viaturas. "Foi quando começou a desordem. Invadiram a propriedade particular sem mandado judicial e algemaram o dono da casa”, disse a professora.

Ainda segundo a mãe de Felipe André, os convidados começaram a filmar a ação dos militares e seu filho foi agredido de forma física e verbal. “Foram para o batalhão e alguns dos amigos acompanharam, foi aí que as agressões aconteceram, literalmente”, denunciou.

A filmagem mostra o momento em que o filho da professora diz que vai registrar boletim de ocorrência contra os policiais e passa a ser agredido fisicamente pelos PMs. Um dos militares dá um empurrão nas costas do rapaz. "Tu respeita puliça, cachorro!", diz o militar.

A professora afirma que os militares bateram no seu filho e nos colegas e ainda jogaram spray de pimenta neles. 

Depois da confusão, a professora e o filho foram até a Delegacia de Polícia Civil de Aguiarnópolis registrar boletim de ocorrência (BO). 

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PM retruca nas redes sociais

A professora ainda conta que um dos policiais envolvidos na ação foi até a sua página pessoal nas redes sociais e fez um comentário no vídeo que mostra as agressões. “Após as agressões um dos policiais envolvidos foi na minha página do Facebook , confirmando e reforçando o ato truculento e desequilibrado que abordou as vítimas. Citando em sua postagem que os mesmos mereciam pêia por serem vagabundos e não terem recebido educação de berço”, contou.

A reportagem solicitou posicionamento da Polícia Militar e aguarda resposta.

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