Sobre polêmica

Bispo diz que não interfere na autonomia da Faculdade Católica, mas rejeita qualquer iniciativa pró-aborto

Por Redação AF
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24/04/2017 13h58 - Atualizado há 2 meses
A Diocese de Tocantinópolis divulgou de esclarecimento após a polêmica envolvendo a professora da Universidade de Brasília (UnB), Valeska Zanello, que foi barrada de ministrar palestra em evento de psicologia da Faculdade Católica Dom Orione, por ser favorável à descriminalização do aborto. Em comunicado divulgado pela direção da instituição, a decisão de vetar a palestrante teria seguido orientação do bispo diocesano e também da comunidade católica. O veto provocou reações contrárias da Universidade Federal do Tocantins (UFT), do Conselho Regional de Psicologia e também da Defensoria Pública Estadual (DPE). Em nota, o bispo Giovane Pereira de Melo afirmou que "não condiciona as instituições de ensino católico universitário ou instituições confessionais, pois as mesmas são autônomas e regidas por seus respectivos estatutos". Ele acrescentou também que não é da práxis da igreja "restringir a investigação científica, mas promovê-la". A nota ressalta, contudo, que o "direito à vida é incondicional, deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana". O bispo foi enfático ao afirmar que a igreja rejeita toda e qualquer iniciativa que pretenda legalizar ou defender o aborto no Brasil. Confira a nota completa

"A Diocese de Tocantinópolis, Regional Norte 3 da CNBB, tendo em vista os episódios acontecidos em razão dos quais foram envolvidos o Bispo diocesano de Tocantinópolis e os organizadores do Seminário promovido pelo curso de psicologia da Faculdade Católica Dom Orione em Araguaína - TO sobre “Saúde mental e gênero”, em relação à Conferencista que encerraria o citado Evento, vem através desta nota prestar os seguintes esclarecimentos:

1. O múnus do Bispo na Diocese de Tocantinópolis não condiciona as instituições de ensino católico universitário ou instituições confessionais, pois as mesmas são autônomas e regidas por seus respectivos estatutos;

2. Não é da práxis da Igreja restringir a investigação científica, mas promovê-la;

3. Para a Igreja Católica Apostólica Romana a defesa da vida, o respeito devido à mulher e a qualquer pessoa, independente da sua opção sexual, é um dos princípios fundamentais do seu ensinamento e prática, BEM COMO TODO E QUALQUER GRUPO QUE DEFENDA A DIGNIDADE HUMANA TEM O APOIO DA IGREJA;

4. A Igreja Católica, através do seu Bispo, presbíteros, diáconos e fiéis, REITERAM sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde  a sua concepção até a morte natural (Cf. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, art. 1°, III; 3°,  IV e 5°, caput. c/c arts. 3º. e 4º do Pacto de San José da Costa Rica, de 22 de novembro de 1969 assinado pelo Brasil). O direito à vida é incondicional, deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. Esta verdade é de caráter antropológico, ético e científico. Não se restringe à argumentação de cunho teológico ou religioso (Nota da CNBB Nº. 0209/17 de 11 de abril de 2017). E REJEITA, ASSIM, TODA E QUALQUER INICIATIVA QUE PRETENDA LEGALIZAR OU SIMPLESMENTE DEFENDER O ABORTO NO BRASIL;

5. O acima exposto constitui a base do Magistério da Igreja desde a sua origem;

6. A Igreja Católica Apostólica Romana de Tocantinópolis se coloca sempre disponível ao diálogo equilibrado, respeitoso e construtivo.

7. Conclamamos nossas comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito à dignidade integral da vida humana. Neste Ano Mariano Nacional, confiamos a Maria, Mãe de Jesus, o povo brasileiro, pedindo as bênçãos de Deus para as nossas famílias.

GIOVANE PEREIRA DE MELO

Bispo Diocesano de Tocantinópolis"

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