Apreensão de R$ 500 mil

DRACMA instaura inquérito contra Olyntho Neto para apurar crime de peculato

 A polícia quer saber se o deputado cedeu carro e segurança transportar a mala de dinheiro.

Por Nielcem Fernandes 3.725
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17/11/2018 10h38 - Atualizado há 3 anos
Deputado Olyntho Neto é investigado por peculato-desvio

A Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (DRACMA) instaurou inquérito para apurar a responsabilidade do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB) no caso da apreensão de R$ 500 mil em espécie com seu irmão, o advogado Luís Olyntho Rotoli Garcia de Oliveira, em uma caminhonete locada pela Assembleia Legislativa, no início de outubro, em Araguaína.

 A polícia quer saber se o deputado cedeu o carro e um segurança à sua disposição para transportar a mala de dinheiro.

O delegado titular da DRACMA, Guilherme Rocha, disse ao AF Notícias que já existe uma investigação em andamento por parte da Polícia Civil de Araguaína em relação ao porte ilegal de arma de fogo que estava dentro do veículo durante a abordagem.

Segundo o delegado, o deputado é suspeito de cometer o crime de peculato-desvio, que ocorre quando o servidor público se apropria de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.

"A DRACMA instaurou o inquérito policial para apurar a conduta do deputado no que diz respeito ao desvio do veículo e do servidor para finalidade particular, ou seja, alheia à atividade parlamentar", disse.

Nem a assessoria do deputado e nem da Assembleia se manifestaram sobre a investigação. 

ENTENDA

O advogado Luís Olyntho Rotoli Garcia de Oliveira, irmão do deputado, foi detido pela Polícia Civil com meio milhão de reais dentro de uma mala logo após sair de uma agência bancária no centro de Araguaína, no dia 1º de outubro. 

A abordagem foi feira depois que a polícia recebeu a informação de que um homem realizaria um saque de grande quantia, e que possivelmente estaria sendo extorquido ou ameaçado, vez que homens armados o acompanhavam.

Na ocasião, o advogado disse que o dinheiro não seria destinado à campanha eleitoral, mas sim para compra de gado.

O advogado estava acompanhado do policial militar Edilson Ferreira, 3º sargento, que presta serviços na Assessoria Militar da Casa, usando uma caminhonete locada à Assembleia Legislativa  

Na época, o deputado disse que seu irmão é empresário, advogado e que todas as atividades que exerce são independentes e têm origem lícita, e não possuía vínculo algum com a campanha eleitoral. "Qualquer fato referente ao irmão do deputado será esclarecido pelo mesmo".

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