Operação em Araguaína

Ex-servidores fantasmas do Governo confirmam que recebiam sem trabalhar, diz Deic

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e os suspeitos interrogados.

Por Redação 1.618
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14/03/2019 16h08 - Atualizado há 2 meses

Agentes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic Norte) cumpriram mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (14), em mais uma fase da Operação Catarse, que investiga crimes de peculato contra o Governo do Estado do Tocantins.

Essa foi a primeira operação deflagrada após a vigência do 'decreto da mordaça' assinado pelo governador Mauro Carlesse. Por isso, a polícia não informou os nomes dos investigados, não forneceu imagens da operação e nem o local onde os mandados foram cumpridos.

Foram alvos ex-servidores contratados temporariamente que não exerciam regularmente suas funções, os considerados ‘funcionários fantasmas’. Conforme a Deic, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, como também ouvidos depoimentos de quatro investigados.

Conforme o delegado José Anchieta de Menezes, esta é a terceira fase da operação realizada em Araguaína.

“Os suspeitos tinham sido nomeados na gestão do ex-governador Marcelo Miranda, mantiveram os cargos na gestão posterior [Mauro Carlesse] e foram exonerados no último dia 31 de dezembro de 2018”, afirmou.

O delegado disse ainda que durante o depoimento, os suspeitos, lotados na então Secretaria Geral de Governo, afirmaram nunca ter prestado serviço na pasta. “Apreendemos aparelhos celulares, documentos e computadores que serão periciados e analisados”, afirmou.

Ainda de acordo com o delegado, os quatro ex-servidores recebiam salários que variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil.

O QUE DIZ O GOVERNO

Em nota, o Governo do Tocantins disse que não existem servidores fantasmas na atual administração. Quanto à operação, a nota diz que a mesma não aconteceu em órgão público do Estado e não está relacionada à atual administração. 

“Ainda assim, a afirmação por parte da imprensa, de que os servidores investigados seriam lotados na Secretaria de Governo, confirmam que os mesmos não compõem a atual administração, em virtude de a Secretaria de Governo já ter sido extinta”, finaliza a nota.

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