Investigação

Fazendeiro é preso por contratar pistoleiros no Tocantins para matar advogados em Goiás

Advogados foram mortos dentro do escritório.

Por Redação 8.399
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18/11/2020 10h54 - Atualizado há 2 semanas
Fazendeiro Nei Castelli

Com a prisão do suspeito de mandar matar dois advogados dentro de escritório em Goiânia (GO), a Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (17) os valores que os supostos executores do crime receberiam em duas situações diferentes.

Caso os suspeitos não fossem presos depois dos homicídios, receberiam R$ 100 mil, e se fossem encontrados e capturados pela polícia, o valor subiria para R$ 500 mil. Um vídeo mostra o momento da prisão, em Palmas (TO), de um suspeito de participar do planejamento das mortes.

A polícia efetuou a prisão nesta terça-feira do fazendeiro Nei Castelli, de 58 anos, em um posto de combustível na BR-050, em Catalão, no sudoeste de Goiás. Ele foi o último suspeito de envolvimento no crime preso pela polícia.

O crime aconteceu em 28 de outubro, por volta de 14h30. De acordo com a Polícia Civil, dois homens agendaram horário com os advogados. Ao chegarem ao escritório, no Setor Aeroporto, eles entraram e esperaram. Ainda conforme o relato, a secretária os levou até a sala dos advogados, momento em que os criminosos colocaram as vítimas de costas e disparam.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o motivo do crime seria disputa por terras em São Domingos, no nordeste de Goiás. Os advogados mortos, Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes, trabalhavam em processos judiciais contra familiares do fazendeiro Nei Castelli.

Os cinco suspeitos de envolvimento na morte são:

  • Pedro Henrique Martins: suspeito de ter matado os advogados. Ele foi preso em Porto Nacional (TO), no último 30 de outubro;

  • Jaberson Gomes: suspeito de marcar horário com os advogados e acompanhar Pedro Henrique no dia do crime. Ele foi morto em confronto com a PM do Tocantins em 30 de outubro;

  • Hélica Ribeiro Gomes: namorada de Pedro Henrique, presa em 9 de novembro, em Porto Nacional (TO);

  • Cosme Lompa Tavares: suspeito de ser o intermediário das mortes, preso em 9 de novembro em Palmas (TO);

  • Nei Castelli: fazendeiro suspeito de ser o mandante do crime. Ele foi preso em 17 de novembro, em Catalão (GO).

Documento obtido com exclusividade pela TV Anhanguera mostra o passo a passo da investigação. Um trecho da decisão que autorizou a Polícia Civil realizar a prisão temporária de duas pessoas diz que uma denúncia anônima relatou que Hélica Ribeiro Gomes já sabia que os advogados seriam mortos em Goiânia.

Hélica é namorada de Pedro Henrique Martins, preso na casa dela em Porto Nacional (TO), no dia 30 de outubro. A mulher foi presa dias depois e, em depoimento, contou que as mortes foram encomendadas por Cosme Lompa Tavares, de 33 anos. Por esta razão, a polícia pediu a prisão de Cosme.

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Investigação

Pedro Henrique Martins, um dos suspeitos, foi preso na casa da namorada, em 30 de outubro. Ele estava em Porto Nacional (TO). Segundo o delegado Rhaniel Almeida, que integra a força-tarefa, o homem é um dos maiores matadores de aluguel do Tocantins.

De acordo com os investigadores, o outro suspeito, Jaberson Gomes, morreu em confronto com a Polícia Militar do Tocantins, também em 30 de outubro. Gomes foi a pessoa que ligou, agendou e monitorou a rotina dos advogados em Goiânia. Segundo o delegado, Pedro Henrique atirou nos advogados dentro do escritório. Ao todo, foram quatro tiros: três em uma das vítimas e um em outra.

Da esquerda para a direita, advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis

Crime planejado

Segundo o delegado Rhaniel Almeida, o crime foi planejado e a dupla viajou mais de 1 mil km do Tocantins para Goiânia. Pedro Henrique e Jaberson Gomes chegaram à capital no dia 24 de outubro e se hospedaram em um hotel no Centro da capital até o dia 28, data em que os advogados foram assassinados. O delegado diz que os dois estudaram a rotina das vítimas antes do crime.

Segundo o depoimento de uma funcionária do escritório, um homem marcou horário com um dos advogados dias antes. No dia do crime, um rapaz se identificou com o mesmo nome da pessoa que fez a ligação anteriormente e foi até o escritório acompanhado de um colega. Eles esperaram para serem atendidos.

De acordo com Rhaniel, poucas horas após o crime, a dupla fugiu para Anápolis, onde embarcou em um ônibus com destino a Palmas, no Tocantins, mas desceu em Porto Nacional.

(As informações são do G1-GO)

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