Reviravolta

Márlon Reis diz que união com Amastha deveria ter ocorrido antes e fala em 'retomada de rumos'

Márlon chegou a anunciar sua filiação ao Patriota, no grupo de Cinthia Ribeiro.

Por Nielcem Fernandes
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13/02/2020 14h55 - Atualizado há 5 meses
Márlon será membro da executiva nacional do partido e poderá escolher a qual cargo se candidatará

Ex-juiz que disputou o Governo do Tocantins em 2018, Márlon Reis se reuniu em Brasília com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, nesta quarta-feira (12), para acertar os detalhes de sua filiação ao partido, conforme antecipado com exclusividade pelo AF.

Participaram da reunião o presidente regional da sigla, Carlos Amastha, e o presidente metropolitano e pré-candidato à prefeitura de Palmas Tiago Andrino.

Reviravolta

Ex-advesário e crítico de Amastha, Márlon chegou a anunciar sua filiação ao Patriota e apoio à reeleição de Cinthia Ribeiro (PSDB), mas recuou ao ser convidado pelo colombiano para ingressar no PSB.

Eleições 2022

Márlon será membro da Executiva Nacional do partido e terá alguns privilégios como o de escolher se disputará uma vaga de deputado federal em 2022 ou se tentará novamente o Palácio Araguaia. Nos bastidores, comenta-se que Amastha deverá ser candidato a senador.

Pedido de desculpas

"A filiação do Márlon Reis no PSB traz implícito o meu pedido de desculpas ao eleitor tocantinense pelos erros de coligações de 2016 e 2018. Resgatamos o sentimento. Entendemos o recado. Vamos retomar”, disse Amastha no Twitter.

Derrotado nas eleições suplementar e ordinária em 2018, quando abriu mão de administrar Palmas para entrar na corrida ao Palácio Araguaia, Amastha acusa a ex-aliada [Cinthia Ribeiro] de traição.

Antes tarde do que nunca

Também derrotado na corrida ao Palácio Araguaia no ano passado, o idealizador da Lei da Ficha Limpa disse que a mudança de partido representa a "união das forças independentes" do Tocantins contra os costumes partidários.

“Esse movimento representa uma retomada de rumos da minha parte também. Estamos reunindo numa mesma força política os setores independentes do Tocantins, nos alinhando ao que os eleitores esperam de nós e ganhando energia para uma contraposição cívica ao atraso que ainda marca os costumes partidários em nosso amado Estado. Deveríamos ter nos unido antes. Mas agora o fazemos ainda em tempo, vamos retomar”, comentou no mesmo post.

Pré-campanha

O novo filiado tratou de ‘vestir a camisa’ e declarou ter total confiança na capacidade de Andrino para administrar a Capital.

“Eu me empenharei pessoalmente pela eleição de Tiago Andrino para a prefeitura de Palmas. Acredito nele. Além de um grande amigo, Tiago é um jovem que tem a clareza da boa política, colocada verdadeiramente a serviço da sociedade”, disse.

“É preciso aprender com as lições do passado e retomar o caminho, longe de alianças erradas e cada vez mais atentos às mudanças que as pessoas efetivamente querem na política”, concluiu.

Provocações

Eleitores de ambos os grupos que se enfrentaram em 2018 se manifestaram nas redes sociais. Alguns contra, outros a favor da nova aliança.

No Twitter, o jornalista Fernado Hessel provocou "Ninguém sabe quem é o verdadeiro Amastha', diz Márlon Reis durante campanha em 2018. Hoje, pelo jeito o ex-juiz descobriu! Assim caminha a política; nada novo", tuitou.

Quem saiu em defesa da nova aliança foi o próprio Tiago Andrino, o mais beneficiado pela união no momento.

“Nossos propósitos são muito próximos e complementares. Nossos eleitores são os mesmos. Erramos em não estar juntos antes, mas nunca é tarde para corrigir rumos, esta aliança foi muito bem recebida por todos apoiadores dos dois grupos. Certamente Juntos somos mais fortes”, respondeu.

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