Improbidade

MPE abre 3ª investigação contra Carlesse devido ao escândalo do lixo hospitalar

O Governo suspendeu o contrato após o caso repercutir negativamente no Estado.

Por Agnaldo Araujo 3.100
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20/11/2018 14h05 - Atualizado há 3 anos
Governador Mauro Carlesse

O governador Mauro Carlesse (PHS) virou alvo de mais uma investigação do Ministério Público Estadual devido ao escândalo do lixo hospitalar armazenado em um galpão clandestino em Araguaína.

Desta vez, o órgão apura possível ato de improbidade administrativa na contratação sem licitação da empresa Sancil Sanantonio Construtora e Incorporadora para recolhimento de lixo em 13 hospitais públicos, incluindo o Regional de Araguaína. Após o escândalo, o governo suspendeu o contrato.

Segundo investigações da Polícia Civil, a empresa teria como sócio o advogado e ex-juiz eleitoral João Olinto Garcia de Oliveira, pai do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), ex-líder do Governo na Assembleia Legislativa. João Olinto, inclusive, está com a prisão decretada pela justiça, mas encontra-se foragido desde o dia 12 de novembro.

Esse novo inquérito está a cargo do promotor de justiça Adriano César Pereira das Neves, da 28ª Promotoria de Justiça da Capital.

A 12ª Promotoria de Justiça de Araguaína também abriu investigação visando apurar crime ambiental e contra o patrimônio público, bem como responsáveis.

O governador Mauro Carlesse está sendo investigado também em outros dois inquéritos do MPE por suposto desvio de finalidade na exoneração de 12 delegados regionais e tentativa de desmantelamento da Polícia Civil, visando atrapalhar a investigação do escândalo do lixo.  

REQUISIÇÕES

No inquérito, o promotor Adriano César requer à Secretaria de Saúde do Estado cópia do processo que resultou na contratação da empresa Sancil Sanantonio Construtora e Incorporadora para prestação do serviço de coleta de resíduos sólidos do HRA; da anterior contratação do mesmo serviço e das atuais contratações para a coleta nos seguintes hospitais: Hospital Geral de Palmas; Hospital Maternidade Dona Regina; Hospital Regional de Gurupi; Hospital Regional de Miracema; Hospital Regional de Paraíso e Hospital Regional de Dianópolis.

Além disso, o promotor solicitou à Delegacia Regional de Araguaína compartilhamento da investigação em curso acerca dos fatos e, à Junta Comercial do Estado do Tocantins, cópias dos documentos constitutivos e demais assuntos referentes à empresa Sancil Sanantonio.

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