Bate boca

Oficiais defendem atuação de tenente-coronel e criticam 'agressividade' de delegado

O caso se refere ao bate boca entre o tenente-coronel Francinaldo Machado Bó e o delegado Guido Camilo.

Por Raimunda Costa 1.617
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30/03/2019 10h29 - Atualizado há 2 anos
Tenente-coronel Francinaldo Machado Bó

Doze oficiais de alta patente assinaram uma nota de apoio ao Comandante de Policiamento da Capital, o tenente-coronel Francinaldo Machado Bó, no caso do bate boca ocorrido na Delegacia de Homicídios de Palmas durante o depoimento do soldado Silvestre Vieira de Farias Filho.

Silvestre está preso temporariamente por suspeita de atropelar e matar o adolescente Leandro Rocha da Cunha, no dia 20 de março de 2019, no Jardim Aureny IV, região sul de Palmas.

Segundo a nota, não houve 'invasão' de delegacia, pois o comandante foi apenas acompanhar o soldado no momento de seu interrogatório, o que é assegurado por lei.  

Em outro trecho, a nota afirma que o tenente-coronel Bó foi recebido de forma desrespeitosa pelo delegado Guido Camilo, que atua no caso. Ele também teria falado que o comandante poderia ir embora e afirmado em tom agressivo que o tenente-coronel não mandava na delegacia.

Por fim, os 12 tenentes-coronéis manifestam total apoio ao Comandante: "Apoiamos e solidarizamos com o tenente-coronel Bó, oficial da mais alta estirpe da PM Tocantinense e que exerce a sua profissão há 21 anos”.

Entenda o caso

O policial militar Silvestre Vieira de Farias Filho foi preso pela Polícia Civil na tarde de quarta-feira (27) em cumprimento a mandado de prisão temporária por suspeita de homicídio qualificado.

O militar era quem conduzia a viatura envolvida no atropelamento e morte do adolescente Leandro Rocha da Cunha.

Familiares do adolescente disseram que Leandro estava indo de bicicleta para a casa da namorada quando foi atingido. Testemunhas relataram que o corpo do dele foi arremessado numa lixeira com o impacto da colisão.

Já a Polícia Militar afirmou que uma equipe do 6º Batalhão fazia patrulhamento quando percebeu uma pessoa em atitude suspeita, empurrando uma bicicleta, e buscou realizar uma abordagem.

NOTA DOS OFICIAIS

Quanto aos fatos que veiculam na imprensa relatando que na data de 27/03/2019 a sala de depoimentos da Delegacia de Homicídios de Palmas foi “invadida” pelo Tenente-coronel Francinaldo Machado Bó durante o depoimento do Soldado Silvestre, esclarecemos o seguinte:

Primeiramente é necessário frisar que lamentamos profundamente a morte do menor ocorrida durante um acidente de trânsito com uma viatura da Polícia Militar. Consideramos insano e leviano qualquer presunção de que os Policiais Militares do Tocantins saem por aí com objetivo de atropelar e matar pessoas. 

Em segundo lugar, esclarecemos que não houve “invasão” de Delegacia, pois o Tenente-coronel Bó, cumprindo dever funcional de comandante do Soldado Silvestre, foi acompanhá-lo durante o momento de seu interrogatório o qual tratava dos fatos envolvendo o referido policial militar em serviço, ocorrido na noite de 20 de março no Jardim Aureny IV, em Palmas. 

Em casos como estes, a legislação em vigor assegura ao comandante que possa acompanhar o seu subordinado enquanto é tomado o seu termo de interrogatório. No caso de prisão, esta mesma legislação prevê que o policial ficará sob a custódia da Polícia Militar, após encerrada a sua oitiva. 

É importante ressaltar que ao chegar à delegacia, o tenente-coronel Bó foi recebido de forma desrespeitosa pelo delegado que atua no caso, pois questionou que, se ele não fosse o corregedor poderia ir embora, inclusive em tom agressivo bradava “aqui o senhor não manda não”. 

Diante disso, o Tenente-coronel Bó argumentou que era o comandante do Soldado Silvestre e que teria o dever funcional de estar acompanhando o seu subordinado. 

Curioso é que o delegado responsável pelo caso, a pretexto de cumprir a lei, descumpre-a deliberadamente ao constranger e causar tumulto pelo simples fato de o tenente-coronel Bó exercer o seu dever funcional ante o seu subordinado.

Do exposto, repudiamos quaisquer narrativas que destilam inverdades sobre os fatos ou que tenham interesses escusos de denegrir a pessoa do profissional tenente-coronel Bó. 

Por fim, apoiamos e solidarizamos com o tenente-coronel Bó, oficial da mais alta estirpe da PM Tocantinense e que exerce a sua profissão há 21 anos. 

Policial militar honrado e compromissado ocupa atualmente uma das mais nobres funções da PMTO, o Comando do Policiamento da Capital – CPC, o qual abrange a capital Palmas, Porto Nacional, Paraíso, Miracema além de outros municípios circunvizinhos". 

Palmas-TO, 29 de março de 2019.

Assinam a nota:

Patrícia Murussi Leite – Tenente-coronel QOPM

Carlos Eduardo de Souza Farias – Tenente-coronel QOBM

Peterson Queiroz de Ornelas – Tenente-coronel QOBM

Dosautomista Honorato de Melo – Tenente-coronel QOPM

João Márcio Costa Miranda – Tenente-coronel QOPM

Márcio Antônio Barbosa – Tenente-coronel QOPM

Sólis Araujo Souza – Tenente-coronel QOPM

Cláudio Thomaz Coelho de Souza – Tenente-coronel QOPM

Alon Nery Amaral – Tenente-coronel QOPM

Wander Araujo Vieira – Tenente-coronel QOPM

Jerry Adriane de Araujo Godinho – Tenente-coronel QOPM

Sherlock Luis de Mesquita – Tenente-coronel QOPM

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