STJ determinou o afastamento de cargo público e bloqueio de bens.
Notícias do Tocantins - Cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Tocantins estão entre os investigados na Operação Máximus, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (23/08), visando apurar supostos crimes de corrupção ativa, exploração de prestígio, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Poder Judiciário do Estado.
A operação foi autorizada pelo ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), dois dias depois da operação Fames-19, determinada por outro ministro da Corte, Mauro Campbell Marques. As duas operações atingem em cheio a cúpula dos Poderes Executivo e Judiciário. O governador Wanderlei Barbosa figura também entre os investigados.
Os alvos são os desembargadores:
Etelvina Maria Sampaio Ribeiro Felipe (Presidente do TJTO)
Ângela Maria Ribeiro Prudente (vice-presidente do TJTO e esposa do vice-governador Laurez Moreira).
João Rigo Guimarães (presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins - TRE-TO).
Helvécio de Brito Maia Neto (ex-presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins).
Ângela Issa Haonat.
José de Moura Filho (já aposentado).
O desembargador Helvécio Maia foi afastado do cargo pelo prazo de 1 ano. A decisão determinou, ainda, a proibição de acesso ou frequência ao Tribunal de Justiça, inclusive por meio de equipamentos eletrônicos, bem como de manter contato com funcionários do órgão e quaisquer outros dos demais investigados.
Apreensão de armamento
A Polícia Federal apreendeu armamento durante o cumprimento de mandado de buscas na casa do desembargador João Rigo Guimarães, em Araguaína. Ele é o atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO.
Juízes e procuradores
A lista de investigados inclui, ainda, dezenas de advogados e outras autoridades como os seguintes juízes:
- José Maria Lima
- Marcelo Eliseu Rostirolla
- Océlio Nobre da Silva
- Roniclay Alves de Morais
- Rodrigues de Menezes dos Santos (do TRE-TO).
Também são investigados o Procurador-Geral do Estado Kledson de Moura Lima, o presidente do Naturatins, Renato Jayme da Silva, e o ex-chefe de gabinete do governador, Marcos Martins Camilo, que foi exonerado nesta quinta-feira (22) após a operação Fames-19, e o próprio governador Wanderlei Barbosa.
Os agentes cumprem 2 mandados de prisão preventiva e 60 mandados de busca e apreensão, nos estados de Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.
O STJ determinou medidas cautelares diversas da prisão, como o afastamento de cargo público, o sequestro e a indisponibilidade de bens, direitos e valores dos envolvidos.
Defesas
A reportagem busca contato com os investigados. O espaço está aberto para manifestações.