Novo Acordo

Prefeito baleado na cabeça deixa hospital, mas teme novo ataque após receber ameaças

Elson Lino de Aguiar foi baleado com três tiros no dia 09 deste mês. O vice-prefeito é apontado pela polícia como mandante.

Por Raimunda Costa 1.345
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16/01/2019 11h24 - Atualizado há 1 ano
Prefeito de Novo Acordo

O prefeito de Novo Acordo Elson Lino de Aguiar (MDB), mais conhecido como Dotozim (MDB), de 57 anos, já recebeu alta do Hospital Geral de Palmas (HGP), onde estava internado após ter sido vítima de uma tentativa de homicídio.

Contudo, a família disse que não pode divulgar a localização dele por questões de segurança. Segundo informações apuradas, o gestor e os filhos estariam recebendo novas ameaças.  

Escolta

Por conta da insegurança, o secretário de Administração de Novo Acordo, Sildomar Alves, informou que fará um pedido ao Governo do Estado para que o prefeito receba escolta policial.

Segundo apurado, o secretário é quem está na gestão da cidade desde o atentado e recebe orientações do prefeito por telefone.

O vice-prefeito, Leto Moura Leitão Filho (PRB), foi preso e é apontado pela Polícia Civil como mandante da tentativa de homicídio contra o prefeito.

Entenda o caso

Dotozim foi alvo de uma tentativa de homicídio na tarde do dia 9 de janeiro. O gestor foi alvejado com três tiros quando estava sozinho em casa.

O vice-prefeito foi preso no dia seguinte. Também estão presos Gustavo Araújo da Silva, apontado como o executor, e o empresário Paulo Henrique Sousa, que seria o agenciador.

O motivo

O delegado Leandro Risi, da Deic Palmas, afirmou que o crime foi motivado por conflitos na distribuição de propinas. "Em princípio, por uma divisão de recursos advindos de fraudes em licitações na prefeitura de novo acordo", afirmou. O prefeito teria se recusado a repassar R$ 800 mil ao vice.

Segundo Risi, o primeiro atentando foi encomendado por R$ 4 mil ainda em 2018, mas não deu certo. No segundo ataque, o pagamento combinado foi de R$ 10 mil. "Quando viram que o prefeito não tinha morrido, ele prometeu então R$ 20 mil para que eles voltassem e terminassem a tarefa após ele sair do hospital", disse o delegado.

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