Assembleia Legislativa

Servidores são 'expulsos' de suas salas para acomodação de deputados, aponta denúncia

Um dos servidores encontrou os móveis de sua sala jogados no corredor da AL.

Por Nielcem Fernandes 3.073
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07/02/2019 11h06 - Atualizado há 9 meses
Assembleia Legislativa do Tocantins

Os servidores efetivos da Assembleia Legislativa do Tocantins denunciaram que estão sendo ‘expulsos’ de suas salas para acomodação de alguns deputados mais exigentes.

Uma servidora da Casa, que preferiu não se identificar para evitar represálias, disse que a cena se repete toda vez que deputados novatos tomam posse.

“Cada vez que os novos deputados tomam posse sempre existem algumas estrelas. As estrelas dessa vez são os deputados Valdemar Júnior (MDB) e Cláudia Lélis (PV). A deputada fez uma negociação com o presidente da Casa, (Toinho Andrade – PHS) solicitando a ala de um andar inteiro para acomodar o seu gabinete retirando as diretorias financeira e administrativa para ficar com o andar todo pra ela. Como não existe mais sala para ceder, eles começam a visitar as salas dos servidores efetivos e expulsam os servidores. Teve servidor efetivo que foi para casa na sexta-feira e quando voltou na segunda os móveis estavam jogados no corredor”, desabafou.

Deputada nega desgaste

Ao AF Notícias, a deputada Cláudia Lélis negou qualquer tipo de desgaste com os servidores da Casa e disse que houve foi uma reorganização do espaço para acomodação do seu gabinete, pois estava sem.

“Quando eu cheguei à Casa, alguns deputados já haviam estendido os seus espaços e eu fiquei sem gabinete. Mediante uma conversa com o presidente, que de pronto se colocou à disposição para resolver a situação, entendeu que poderia ceder o espaço em questão. Eu não podia ficar sem gabinete, não podia despachar do corredor né? Diante disso o presidente se dispôs de um espaço para eu ter o meu gabinete, foi isso que aconteceu. Não houve nenhum desgaste com os servidores, Eu aguardei calmamente e conversei com eles e eles me disseram que estava tudo tranquilo. O que aconteceu foi uma reorganização que é prerrogativa do presidente”, disse a deputada.

A reportagem não conseguiu contato com o deputado Valdemar Júnior.

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