Resposta

Sindicato dos hospitais contesta auditoria no Plansaúde e confirma extorsão aos prestadores

Alega que informações divulgadas distorcem a realidade.

Por Redação | Conteúdo AF Notícias 1.068
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21/12/2021 15h00 - Atualizado há 2 anos
Sindicato dos hospitais contestam auditoria externa contratada pelo Governo nas contas do Plansaúde.

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos em Serviços de Saúde do Tocantins (SINDESSTO) contestou, em nota, as informações apresentadas por uma auditoria realizada nas contas do Plansaúde, referente aos anos de 2017 a 2020.

De acordo com o sindicato, o Governo distorceu a realidade dos fatos e a auditoria foi tendenciosa, tendo como único objetivo prejudicar e descredibilizar os hospitais envolvidos nas denúncias.

No documento, o sindicato ressalta que todas as consultas e procedimentos realizados através do Plansaúde ou qualquer outro plano de saúde passam por diversas auditorias antes de serem aprovados e pagos pela operadora do plano ao hospital. 

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PASSO A PASSO DAS AUDITORIAS

Na nota, o Sidessto explica que são realizadas auditorias in loco por equipes formadas por enfermeiros e médicos. “Os dados apurados vão para o sistema onde é informada a chamada conta limpa, referente ao que realmente é devido. Uma vez que isso chega ao sistema do plansaúde/servir, são aplicadas as glosas não técnicas, depois tudo é enviado ao plano de saúde onde é realizada nova auditoria”, detalhou. 

Segundo o sindicato, “lá eles aplicam glosas livremente, também não técnicas, e, ao final, o plano envia um e-mail ao hospital informando o valor para o qual a nota fiscal deve ser extraída, para, só assim, o pagamento ser efetuado”.

AUTORIZADO OU NÃO PAGAMENTO

De acordo com o sindicato, caso seja encontrada alguma inconsistência durante as auditorias, o plano não autorizará o procedimento e não pagará o hospital. "Logo, os hospitais buscam cumprir todos os requisitos possíveis, atuando com honestidade e respeito, para que a operadora não barre o seu pagamento", destacou.

ESCÂNDALOS

Ainda na nota, o sindicato apontou os escândalos de corrupção e extorsão praticadas pelo governo afastado em desfavor dos hospitais tocantinenses, “que eram obrigados a destinar parte de seus lucros ao governo para não deixarem de receber pelos serviços prestados aos usuários do Plansaúde”. 

O sindicato afirmou ainda que devido a essa prática criminosa, havia, por parte do Plansaúde, "a intenção maliciosa de dificultar a autorização dos serviços para forçar os prestadores a pagarem por ela. Basicamente eles pagavam para receber". E devido à injustiça e insatisfação por parte dos prestadores de serviço, o esquema foi denunciado, afirma o sindicato na nota.

Após as denúncias, o governo afastado respondeu com a auditoria externa mencionada nas informações divulgadas por ele para a imprensa, declarou o sindicato. “Este Sindicato entende que esta auditoria é tendenciosa e tem como único objetivo prejudicar e descredibilizar os hospitais envolvidos nas denúncias”, completou.

SEM DEFESA

O sindicato também afirmou que a auditoria está sendo realizada de forma unilateral. "Até o presente momento, não foi dado aos prestadores de serviço o direito ao contraditório e ampla defesa, assim como não houve qualquer notificação oficial sobre os percentuais glosados informados pela notícia amplamente divulgada", explica o representante dos hospitais.

Ainda ressalta que todos os procedimentos já foram auditados pelo plano de saúde e estão fazendo uma auditoria de algo que já foi feito por eles mesmos. “Nota-se, com isso, a clara intenção, por parte do governo afastado, de prejudicar os prestadores de serviço”, afirmou.

Finalizando a nota, o sindicato afirma que “os prestadores vêm há anos sobrevivendo sem os valores devidos pelo Plansaúde, e alguns, mesmo sem receber, não deixaram de atender seus usuários, ficando no prejuízo, em respeito à vida, à saúde e aos valores de cada prestador”.

NOTA COMPLETA NA ÍNTEGRA

"O SINDESSTO vem a público, em razão das constantes notícias de realização de auditoria em guias do PLANSAÚDE, referente aos anos de 2017 a 2020, REPUDIAR tais informações, que distorcem da realidade fática, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

1. Primeiramente, faz-se mister esclarecer que todas as consultas e procedimentos realizados através do PLANSAÚDE ou qualquer outro plano de Saúde passam por diversas auditorias antes de ser aprovados e pagos pela operadora do plano ao hospital. No Tocantins, ocorre auditorias em loco, que são feitas por uma equipe de enfermeiros e por outra de médicos, os dados apurados vão para o sistema onde é informada a chamada conta limpa, referente ao que realmente é devido. Uma vez que isso chega ao sistema do plansaúde/servir, são aplicadas as glosas não técnicas, depois tudo é enviado ao plano de saúde onde é realizada nova auditoria. Lá eles aplicam glosas livremente, também não técnicas, e, ao final, o plano envia um e-mail ao hospital informando o valor para o qual a nota fiscal deve ser extraída, para, só assim, o pagamento ser efetuado.

2. Contudo, caso seja encontrado alguma inconsistência durante as auditorias, o plano não autorizará o procedimento e não pagará o hospital. Logo, os hospitais buscam cumprir todos os requisitos possíveis, atuando com honestidade e respeito, para que a operadora não barre o seu pagamento.

3. Não obstante, é de conhecimento popular os escândalos de corrupção e extorsão praticadas pelo governo afastado em desfavor dos hospitais tocantinenses, que eram obrigados a destinar parte de seus lucros ao governo para não deixarem de receber pelos serviços prestados aos usuários do PLANSAÚDE. Ocorre que, devido a tais ações, havia, por parte do PLANSAÚDE, a intenção maliciosa de dificultar a autorização dos serviços para forçar os prestadores a pagarem por ela, basicamente eles pagavam para receber.

3. Diante de tamanha injustiça e insatisfação por parte dos prestadores de serviço, o esquema foi denunciado. Acontece que, após as denúncias, o governo afastado respondeu com a referida auditoria externa mencionada na matéria em questão. Este Sindicato entende que esta auditoria é tendenciosa e tem como único objetivo prejudicar e descredibilizar os hospitais envolvidos nas denúncias.

4. Ressalta-se que a auditória está sendo realizada de forma unilateral e, até o presente momento, não foi dado aos prestadores de serviço o direito ao contraditório e ampla defesa, assim como não houve qualquer notificação oficial sobre os percentuais glosados informados pela notícia amplamente divulgada;

5. Além disso, conforme foi ressaltado anteriormente, todos os procedimentos já foram auditados pelo PLANSAÚDE. Logo, estão fazendo uma auditoria sobre algo que já foi auditado por eles, ou seja, sobre o próprio trabalho. Nota-se, com isso, a clara intenção, por parte do governo afastado, de prejudicar os prestadores de serviço.

6. Também é importante destacar que todos os serviços foram prestados com excelência, sem qualquer má-fé, atendendo e salvando vidas, sendo, esta, a honrosa missão dos hospitais e demais estabelecimentos de saúde do Estado do Tocantins;

7. Na verdade, os prestadores vêm há anos sobrevivendo sem os valores devidos pelo PLANSAÚDE, e alguns, mesmo sem receber, não deixaram de atender seus usuários, ficando no prejuízo, em respeito à vida, à saúde e aos valores de cada prestador.

Respeitosamente,

SINDESSTO"

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