Reunião do Sintet

'Trabalho do professor triplicou', diz Sintet ao apontar problemas em todo o Tocantins

Algumas escolas suspenderam as aulas após casos de covid-19.

Por Redação 1.757
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14/08/2021 12h33 - Atualizado há 5 meses
Secretária da Educação do Tocantins, Adriana Aguiar

O retorno das aulas presenciais em meio à pandemia foi discutido pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet) durante reunião virtual nesta quinta-feira (12). 

O sindicato afirmou ser favorável ao retorno somente após a aplicação da 2ª dose contra a Covid-19 nos profissionais da educação e comunidade escolar.

“Não concordamos com o retorno das aulas sem a completa imunização dos profissionais e da comunidade escolar, o momento é de vacinação das pessoas”, disse José Roque Santiago, o presidente do Sintet.

SOBRECARGA DE TRABALHO

Segundo os dirigentes sindicais, a sobrecarga é o principal problema apontado pelos professores quanto ao retorno das aulas. Na reunião, os presidentes das regionais destacaram os diversos problemas causados pelo retorno das aulas nos municípios, entre eles, a sobrecarga dos professores que estão atendendo os alunos no formato presencial, remoto – com blocos de atividades - e com aulas online.

Segundo o Sintet, grande parte da comunidade escolar ainda não tomou nem a primeira dose da vacina, o que pode aumentar o número de contágios pelo coronavírus.

MEDIDAS SANITÁRIAS DESCUMPRIDAS

Os professores ainda alegam que as medidas sanitárias nas escolas não estão sendo cumpridas, principalmente quanto ao distanciamento.

"Muitas escolas não têm a menor condição de oferecer as medidas de segurança sanitária, onde os profissionais estão expostos ao risco da contaminação. Em Palmas, duas escolas estaduais fecharam devido ao registro de casos de contaminação: a Escola Estadual Novo Horizonte e a Escola Militar", disse o Sintet.

VEJA MAIS

TOCANTINÓPOLIS E ARRAIAS

Em Tocantinópolis, nos municípios que abrangem a regional permanecem os decretos municipais que suspendem o retorno das aulas presenciais.

Na regional de Arraias, as escolas permanecem no trabalho remoto, e as prefeituras estão ampliando a vacinação devido à alta taxa de contaminação nos municípios.

ARAGUAÍNA: PLANO DE SAÚDE

A vice-presidente da regional de Araguaína, Silvinia Pires, ressaltou que as denúncias na regional é que o trabalho do professor triplicou nas escolas. “Fico pasma com tanto desgaste para os profissionais da educação, gerando mais problema de saúde para os profissionais, as aulas no formato híbrido são exaustivas”, disse ela.

Silvinia também abordou sobre o Servir, o plano de saúde dos servidores estaduais. “Precisamos nos atentar para o gargalo do problema do plano de saúde - Servir, que está diminuindo o atendimento, descredenciando hospitais por falta de pagamento, isso consequentemente vai onerar o SUS, impactando não só o servidor, mas toda a sociedade”, completou.

MIRACEMA

Na regional de Miracema, a diretora regional de ensino anunciou que o retorno das aulas no formato híbrido acontece até setembro.

CONCURSO PÚBLICO

A direção do Sintet deve ir novamente ao Ministério Público cobrar a realização de concurso público para a educação. O sindicato já promoveu ação civil pública cobrando o concurso, realizou um abaixo-assinado entre outras manifestações civis e judiciais.

As reivindicações apontadas na reunião também serão levadas à Secretaria Estadual de Educação (Seduc), pasta que está sob o comando da professora Adriana Aguiar.

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