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Vicentinho cita 'falsa narrativa' e diz estar confiante no arquivamento de inquérito

Vicentinho disse ainda que já prestou esclarecimentos à Polícia Federal.

Por Arnaldo Filho
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08/04/2019 20h41 - Atualizado há 2 meses
Vicentinho Alves (PR)

O ex-senador tocantinense Vicentinho Alves (PR) afirmou, em nota, que as acusações de suposto recebimento de propina feitas pelo delator Clóvis Renato Primo são totalmente falsas e, por isso, está confiante de que o inquérito nº 4314 será 'oportunamente arquivado'.

Vicentinho estava sendo investigado no Supremo Tribunal Federal desde 2016, mas no último dia 4 de abril o ministro Edson Fachin determinou a remessa dos autos à primeira instância da Justiça Federal de Goiás, em razão da perda do foro privilegiado.

Na nota, o ex-senador afirma que uma testemunha indicada pelos próprios delatores demostrou a falsidade da versão 'fabricada' pelos ex-executivos da empreiteira Andrade Gutierrez para "obter benefícios nas investigações e processos a que respondem". 

Vicentinho disse ainda que já prestou esclarecimentos à Polícia Federal e aguarda confiante o fim das investigações.

Veja a nota na íntegra

“No ano de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF), em função de acordos de colaboração premiada e de leniência ajustados entre o Ministério Público Federal (MPF) e executivos da Andrade Gutierrez, instaurou inquérito (INQ 4314) para apurar a falsa narrativa, engendrada por 02 de tais executivos, de que mencionada empresa fez, no ano de 2010, doações eleitorais não contabilizadas em favor da campanha de Vicente Alves a senador do Estado de Tocantins. 

Tal narrativa é, repita-se, falsa.  De qualquer modo, há de se destacar que nem mesmo tais executivos afirmam que o ex-senador Vicente Alves prometeu ou praticou qualquer ato em troca dessas doações eleitorais não contabilizadas.  E, depois de 03 anos de investigação, nem mesmo essas doações eleitorais foram comprovadas, pois delas não há nenhuma prova, seja documental ou testemunhal.

Ao contrário, testemunha citada por um de tais executivos, inquirida pela Polícia Federal (PF), demonstrou a falsidade dessa versão por eles fabricada para obter benefícios nas investigações e processos a que respondem. 

Neste mês de abril de 2019, o STF se declarou incompetente para supervisionar a investigação e determinou a remessa dos autos à Justiça Federal de Goiás.  O ex-senador Vicente Alves, que já prestou os esclarecimentos que lhe foram solicitados pela Polícia Federal (PF), aguarda pacientemente pelo fim das investigações, certo de que não cometeu nenhum crime e, por isso, confiante de que o inquérito será oportunamente arquivado pela instância competente."

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