Visto em 4 municípios

Clarão causado por meteoro que cruzou o céu de Goiás impressiona até astrônomos

Pesquisadores analisam a trajetória e onde teria caído o objeto.

Por O Popular 918
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12/04/2022 11h03 - Atualizado há 2 meses
Meteoro surpreendeu moradores de quatro cidades goianas.

A Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon) definiu esta semana, com maior precisão, o tamanho, a trajetória e a área de dispersão do objeto luminoso que foi visto no último sábado (9/4) cruzando o céu de vários municípios de Goiás. 

O fenômeno chamou a atenção pelo brilho intenso que provocou, deixando dúvidas sobre sua origem e possíveis fragmentos em solo. Com as informações que já recebeu, a Bramon estima se tratar de um asteroide por ter mais de um metro de comprimento e mais de um quilo, foi visto a 90 km de altitude e tinha uma velocidade em torno de 16 a 40 km por segundo.

O presidente da Bramon, Sérgio Mazzi, em entrevista ao jornal O Popular (Goiás), afirmou que o meteoro foi visto numa grande área de Goiás porque estava numa altitude estimada em torno de 90 km, chegando a 35 km no fim. Moradores dos municípios de Goiânia, Anápolis, São Luís de Montes Belos e até Niquelândia, no norte do estado, avistaram o meteoro caindo.

VEJA O METEORO:

Mas, segundo Sérgio, as análises preliminares das 15 estações em território goiano indicam que seu clarão foi observado até na divisa com Minas Gerais. As estações do Distrito Federal ligadas à Bramon não registraram a passagem do meteoro porque a região estava nublada na noite de sábado.

"Como foi um evento muito brilhante, alguns veículos de comunicação usaram imagens de meteoros de outras épocas, gerando uma confusão no público. Tem um grupo de trabalho analisando todo esse material", explicou o presidente da Bramon.

Um dos registros mais impressionantes no sábado foi feito por Sarah Lauck, astrônoma amadora, que estava em Aparecida de Goiânia.

Ary Martins Magalhães Junior, diretor da instituição astronômica Pleiâdes do Sul, baseada em Goiânia e colaborativa da Bramon, lembra que meteoros são ocorrências comuns, mas é raro um com tanto brilho como o que foi visto no fim de semana. "Mais raro ainda é conseguir filmá-lo e com boas imagens", completou Ary.

O diretor da instituição detalha ainda que na astronomia há três nomenclaturas para o fenômeno que impressionou os goianos no sábado. Quando o objeto ainda está no espaço, ele é chamado de meteoroide; quando cruza a atmosfera e gera rastro de luz, chama-se meteoro; caso seus fragmentos fiquem no solo, tornam-se meteoritos.

No caso do último fenômeno, ainda não dá para saber se restaram fragmentos e onde eles teriam caído. "Muito provavelmente, há", acredita o presidente da Bramon. "Mas, precisamos estimar a área de dispersão para avisar aos pesquisadores", completou.

A QUEDA

O músico Daniel Basile, apaixonado pela astronomia, estava com a namorada, a farmacêutica Sarah Lauck, no aniversário do afilhado em Aparecida de Goiânia, perto do polo industrial, quando o fenômeno surgiu rasgando o céu. Ele estava observando a lua, engasgou de repente e só conseguiu gesticular para que ela olhasse o céu.

"Era exatamente 22h16. Vi o meteoro entrando e fiquei abismado. Como estava bebendo, me engasguei, mas consegui acenar e ela ficou assustada, mas entendeu e foi rápida. Pegou o celular e filmou o meteoro da metade para o fim", contou.

O vídeo é o registro mais importante que está sob análise da Bramon.

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