Furto de material

Fontes de Césio-137 estão desaparecidas em Minas Gerais; caso é investigado pela CNEN

Equipe da Comissão Nacional de Energia Nuclear está apurando.

Por Metrópoles
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05/07/2023 09h15 - Atualizado há 7 meses
Medição de Césio-137.

Uma mineradora de Minas Gerais acionou a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), após o desaparecimento de duas fontes seladas de Césio-137. As fontes são da mineradora AMG Brasil, em Nazareno, no Sul de Minas.

A Diretoria de Radioproteção e Segurança (DRS/CNEN) enviou uma equipe de licenciamento para apurar o desaparecimento do material.

O sumiço aconteceu na noite do dia 29 de junho. As autoridades trabalham com a teoria de furto do material, e continuam com a investigação com técnicos da CNEN no local.

A mineradora está regularmente licenciada pela CNEN e tem autorização para operação, que vence em 2025.

Risco

Apesar da preocupação, as fontes desaparecidas são descritas como “duplamente encapsuladas com aço inoxidável e blindadas externamente em aço inox, resistente ao impacto”.

Além disso, foram classificadas como de categoria 5 em relação ao perigo de exposição, considerada de baixo risco (ou “não perigosas”, conforme classificação da Agência Internacional de Energia Atômica.

Césio-137 em Goiânia

As fontes extraviadas, apesar de serem de Césio-137, têm atividade cerca de 300 mil vezes menor do que aquela do acidente de Goiânia, em 1987. Mesmo que fossem violadas, o material com o qual são confeccionadas não seria espalhado, como aconteceu na capital goiana.

O acidente aconteceu em 1987, na capital do Goiás, devido ao manuseio indevido de um aparelho de radioterapia abandonado, onde funcionava o Instituto Goiano de Radioterapia. O caso envolveu centenas de pessoas.

A fonte tinha radioatividade de 50.9 Tbq (1375 Ci). A violação do equipamento resultou em fragmentos espalhados no meio ambiente, na forma de pó azul brilhante.

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