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Opinião - Pastor, apóstolo, pós-apóstolo, bispo, patriarca, sumo-sacerdote... Deus

Por Redação AF
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24/04/2018 10h31 - Atualizado há 2 meses
Alberto Rocha //Opinião É certo que as religiões ou denominações religiosas sempre utilizaram títulos para identificar seus líderes dentro da hierarquia a que pertencem. Na igreja evangélica, por exemplo, os líderes sempre foram chamados de pastores. E sempre foram respeitados por isso. Mas os tempos mudaram. Onde estão os pastores? Antigamente, ser chamado de pastor era uma questão de honra e alegria. Na pequena cidade onde eu morava, os pastores eram conhecidos como pastores, e eram respeitados por todos, por juiz, delegado, prefeito, vereadores, polícia e população em geral; ninguém ousava apontar o dedo contra aqueles homens de Deus. Pastores eram chamados de pastores. Certa vez o governador do Estado foi à cidade inaugurar um colégio, e o pastor da igreja batista foi o escolhido para falar em nome da cidade. Antes, o título de pastor era sinônimo de humildade, chamada, respeito, submissão, servo, seriedade, honestidade, compromisso com a palavra de Deus, evangelismo... E hoje? Infelizmente, o nome pastor, às vezes, soa como vergonha, desconfiança, exploração, arrecadador de dinheiro, entre outros. Mas há os que resistem e honram o título de pastor. Há aqueles que não perderam a visão da chamada para serem pastores, pois o título ainda é o melhor nome que os identifica com a missão dada por Jesus para cuidar das ovelhas. Mas, na contramão, surgem os que se autopromovem com títulos. Em vez de correrem atrás das almas perdidas, correm atrás de títulos. Estes, cansados de serem chamados de pastores, sobem um degrau da vaidade e vão a bispos; depois, mais outro degrau e chegam a apóstolos; depois se intitulam patriarcas; depois, sumos-sacerdotes.... Vai chegar o tempo que esses líderes serão chamados de Deus. Aí, vão querer tirar Jesus do trono. Afinal de contas, o lugar mais alto é deles.  Jesus, o filho de Deus, o salvador, o Rei dos Reis, se quiser, que fique em segundo plano, pois o lugar mais alto na hierarquia da igreja evangélica pertence aos bispos, aos arcebispos, aos apóstolos, aos patriarcas, aos sumos-sacerdotes... Enquanto me encho de títulos, que não servem para nada, as almas caminham na escuridão, perdidas, sem rumo, sem esperança, sem Jesus. Menos título, mais humildade. Alberto Rocha - jornalista e teólogo

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