Olimpíadas

Tóquio 2020: casos de Covid-19 são detectados em hotel de delegação brasileira

Governo local impôs estado de emergência até o final das Olimpíadas.

Por Redação
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30/07/2021 14h47 - Atualizado há 1 mês
O Brasil ocupa a 12º posição, conquistando um ouro olímpico nesta edição

Um pequeno foco de coronavírus foi detectado em um hotel do Japão, onde estavam hospedados os membros da delegação olímpica de judô do Brasil, provocando mais preocupações sobre o risco de infecção ao longo dos Jogos Olímpicos.

O fato ocorreu poucos dias antes da abertura da competição, e as infecções foram detectadas em um momento que Tóquio registra uma alta de casos e tenta reduzir os riscos de contaminação enquanto sedia um dos eventos esportivos mais importantes do planeta. A situação aconteceu num hotel da cidade de Hamamatsu onde sete funcionários que trabalham no estabelecimento localizado na região sudoeste de Tóquio foram diagnosticados com Covid-19. Porém, os membros da delegação do Brasil que estavam no local, incluindo os atletas de judô, estão hospedados numa “bolha” no hotel, ficando bem separados dos demais hóspedes, não sendo infectados.

Em nota, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) amenizou a situação, reiterando que os atletas estão seguros. “Todas as medidas foram reforçadas no hotel onde seis atletas olímpicos de judô estão hospedados em Hamamatsu e que teve funcionários que testaram positivo para o novo coronavírus antes da chegada da seleção brasileira. Nenhum desses funcionários teve contato com os atletas brasileiros". Eles ainda confirmaram que a delegação brasileira tem acesso exclusivo a um elevador no hotel, e que os integrantes sempre utilizam máscaras N95, higienizam suas mãos o tempo inteiro e realizam suas refeições num restaurante à parte. Ademais, todos os integrantes da delegação têm feito testes diários.

Já Tóquio impôs o estado de emergência até o final das Olimpíadas, que acontecerá em 8 de agosto.

Competição acirrada

As Olimpíadas tiveram o seu início há poucos dias,  mas os francos favoritos a ocupar os primeiros lugares ao fim das competições já têm se desenhado. Os Estados Unidos têm liderado o evento, já tendo angariado nove medalhas de ouro, cinco de prata e oito de bronze. Porém, a competição está bastante acirrada, o que tem movimentado ainda mais as melhores casas de apostas, já que a China está bem próxima, na segunda posição no ranking de países. A delegação chinesa conquistou nove medalhas de ouro, cinco de prata e sete de bronze. O Japão vem logo em seguida, com nove medalhas de ouro, três de prata e cinco de bronze.

Enquanto isso, o Brasil ocupa a 12º posição, conquistando um ouro olímpico nesta edição. Mas já tem atleta brasileiro fazendo história: a jovem Rayssa Leal, de 13 anos, também conhecida como Fadinha, se tornou a atleta mais jovem do país a disputar uma Olimpíada. Sendo que ela também conquistou uma medalha de prata no skate street feminino.

A garota conseguiu a pontuação de 14.64, ficando somente atrás da japonesa Nishiya Momiji, que conseguiu o ouro ao alcançar os 15.26 pontos. E outra japonesa completou o pódio, Nakayama Funa, com 14.49 pontos. 

A preocupação com bolhas nas Olímpiadas

Alguns especialistas da área médica têm alertado que as “bolhas” olímpicas idealizadas pelas autoridades de Tóquio, que têm como objetivo evitar o contágio, podem não ser totalmente isoladas, por conta da grande circulação de colaboradores que prestam serviços durante as Olímpiadas. Lembrando que a competição foi adiada por mais de um ano, devido à crise sanitária que se disseminou no mundo.

E apesar dos temores, Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, tem elogiado bastante os esforços dos organizadores do evento e do povo japonês por aceitarem sediar a competição. O mandatário chegou a afirmar que "estes serão jogos históricos pela maneira como o povo japonês superou tantos desafios nos últimos dois anos, o grande terremoto no leste do Japão e agora a pandemia de coronavírus".

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