Justiça determina inspeção judicial no Hospital Geral de Palmas no prazo de 48h

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Hospital Geral de Palmas

A Justiça determinou nesta segunda-feira (30) uma inspeção judicial no Hospital Geral de Palmas, no prazo máximo de 48 horas. A determinação atende pedido do Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa) da Defensoria Pública, após vistoria realizada pelo defensor Arthur Luiz Pádua Marques.

Em petição protocolada na sexta-feira (27), a DPE reforçou os dados de que mais de 100 pessoas estão na fila de espera por neurocirurgia atualmente no Tocantins e, enquanto isso, o andamento da fila de neurocirurgia está comprometido em razão de problemas como falta de material, equipamentos quebrados e déficit de equipe.

Relatório

A petição apresentou relatório informando que o Hospital Geral de Palmas (HGP) cirurgias atrasam por falta de informação do setor de regulação se haverá leito de UTI para o paciente e que faltam equipamentos como o drill e craniótromo (que auxiliam na precisão de cortes e perfurações no crânio e coluna), ausência de imagens de raio-X e leitos para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Em virtude da falta de equipamentos, o hospital utiliza para os procedimentos de cirurgia uma espécie de serra, aparelho que era comum há mais de 30 anos, mas caiu em desuso. Com isso, muitos procedimentos no HGP não são realizados por apresentar grandes riscos à vida dos pacientes.

Informações

Na decisão foi fixado que na inspeção judicial será solicitada “lista de pacientes que tiveram suas cirurgias de neuro remarcadas e suspensas nos últimos 02 meses por falta de materiais, equipamentos, UTI e insumos; e lista ou mesmo informação verbal  do coordenador da equipe de neurocirurgia ou profissional responsável, do motivo da suspensão das cirurgias e quais os materiais, equipamentos e insumos estão faltando no setor.

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