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Lava Jato: Eduardo Siqueira teria recebido US$ 24,7 milhões da Odebrecht; “erro gravíssimo”, contesta deputado

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Erro gravíssimo, diz deputado Eduardo Siqueira.

O nome do deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (PTB-TO) é citado nas planilhas e extratos da Odebrecht que foram entregues à Operação Lava Jato. Segundo a empresa, os documentos comprovam pagamentos de propina ao PMDB e ao PT, de 2010 a 2012. O material já está com o Ministério Público, segundo o Jornal Nacional.

Parte da propina é relativa aos US$ 40 milhões que teriam sido divididos na proporção de 4% para o PMDB e 1% para o PT. E ainda existem US$ 25 milhões em outras propinas, que não foram detalhadas.

O parlamentar tocantinense é citado com o codinome “Acelerado” em documento entregue pelo executivo da Odebrecht Benedito Junior. Ele teria recebido o maior repasse, no valor de US$ 24,750 milhões, em 2011 e 2012. Na época, Eduardo era secretário estadual de Relações Institucionais no governo de seu pai, Siqueira Campos.

Os extratos foram apresentados, segundo os delatores da Odebrecht, como provas do pagamento de propina ao PMDB e PT por causa de um contrato de prestação de serviços da diretoria internacional da Petrobras, o PAC SMS, que previa a manutenção de unidades da estatal no exterior e tinha uma previsão inicial de orçamento que superava os US$ 800 milhões.

O outro lado

O deputado classificou a associação como “erro gravíssimo e sem nenhum nexo” por sua “condição de adversário ferrenho de ambas as siglas”, referindo-se ao PMDB e PT. Ele ainda caracteriza o “ataque à sua honra” como feita de “forma estapafúrdia, exdrúxula e inconsistente” e ainda diz que “poderia ser uma piada de mal gosto”, mas não é o caso.

Eduardo diz que se fosse verdade, “faria do favorecido com os US$ 24,7 milhões o maior beneficiário de toda a operação Lava-Jato”.

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