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Pais apreendem ônibus escolar após prefeitura deixar de transportar alunos da rede estadual

Redação AF - |
Foto: Divulgação

AF Notícias//Da Redação

Pais e alunos do assentamento Mártires da Terra, no Município de São Bento do Tocantins, região norte do Estado, resolveram apreender o ônibus escolar nesta segunda-feira (22) depois que o Município deixou de transportar os alunos da rede estadual.

O assentamento conta com mais de 56 famílias e situa-se a 30 km da sede do município. Segundo os moradores, maioria dos alunos do assentamento estuda na rede estadual. O ônibus da Prefeitura fazia o transporte através de convênio com o Estado, mas um impasse em relação ao valor que é repassado por aluno fez com que o prefeito Claudivan Tavares determinasse a paralisação do transporte.

“Diante deste impasse, os pais, alunos, bem como a comunidade em geral, indignados com a situação, pelos filhos estarem há uma semana sem frequentar a escola, resolveram prender/reter o ônibus no assentamento até que a situação seja resolvida”, informou o MST.

Os manifestantes estão solicitando a presença do Ministério Publico, do Prefeito Claudivan Tavares (PTB) e da Secretaria Estadual de Educação.

A Secretaria de Administração de São Bento do Tocantins disse que a decisão de não transportar alunos da rede estadual foi um consenso com a Associação Tocantinense dos Municípios (ATM) pela falta de repasse das parcelas do transporte escolar por parte do governo.

Segundo o secretário Geovanes Pereira de Miranda, apenas três parcelas foram repassadas em 2015. “Estamos com dificuldade de manter a frota porque cerca de 80% do gasto com o transporte escolar é de alunos da rede estadual.

Ele disse ainda que o transporte será retomado. “Duas parcelas foram repassadas na última sexta-feira (19) e o transporte vai ser normalizado a partir de terça-feira (22).”

Impasse

No dia 12 de fevereiro, a Associação Tocantinense dos Municípios (ATM) recomendou que os municípios suspendessem o transporte escolar de alunos da rede estadual que residem na zona rural.

Para que o transporte continuasse sendo realizado, os prefeitos, em reunião com a Secretaria da Educação (Seduc) propuseram um repasse por aluno de R$ 9,00, mas a Seduc propôs apenas R$ 6,50.

 

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