Professor denuncia politicagem para conseguir contrato na educação do Tocantins

Agnaldo Araujo - |
Foto: Ilustrativa/ Elias Oliveira
O professor questionou as indicações políticas

Indignado, um professor denunciou ao AF Notícias a dificuldade para conseguir um contrato de trabalho na rede estadual de ensino do Tocantins devido a enorme interferência política. Ele também questionou o fato de o último concurso público na área ter sido realizado ainda em 2009 e cobrou iniciativa do sindicado dos trabalhadores em educação. O nome do educador será preservado para evitar retaliações.

Formado em matemática pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), o docente disse que se candidatou a uma vaga de professor da educação básica por meio da entrega de currículo em algumas Diretorias Regionais de Educação do Estado, inclusive na de Araguaína, mas não obteve nenhum retorno até o momento.

Por outro lado, colegas que já ocuparam vagas por meios destas contratações afirmaram ao docente que para conseguir uma vaga é necessário procurar a ajuda de “algum político”, uma vez que, as contratações são feitas por meio de “indicações”, seja de vereadores, prefeitos, deputados e até presidentes de bairros.

“Constatei isso numa investida que fiz a uma destas figuras políticas, mas por questões éticas não me sujeitarei a esta barganha, pois sempre repudiei essa submissão política no que diz respeito à educação”, relatou.

Como o último concurso público foi realizado há 9 anos, o professor destacou que há muitas vagas sendo ocupadas por contratos temporários.

“Vejo que o sindicado dos professores é muito omisso no que tange a estas questões, pois deveria cobrar a realização de um concurso público, ou pelo menos uma seleção mais democrática para estas contratações por meio de um processo seletivo, como fazem alguns Estados“, disparou.

Além das indicações políticas, outro problema, segundo o professor, são os desvios de funções. Segundo ele, há professores atuando em disciplinas para a qual não tem formação. “Presenciei isso nos estágios obrigatórios. Vi professores de matemática lecionando biologia, ciências, artes e física, menos matemática, uma coisa absurda, e, o mais grave é que os diretores (as) são coniventes. Acredito que isto se deva também aos vínculos políticos destes diretores”, ponderou.

VEJA TAMBÉM

Sintet cobra concurso na educação e ressalta luta contra ‘ingerências políticas’

Comentários pelo Facebook: