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SÉRIE: Márlon Reis, o ‘Ficha Limpa’ que deseja construir uma nova história para o Tocantins

Redação - |
Foto: Divulgação
Marlon Reis é natural de Pedro Afonso.

As articulações políticas e pré-campanhas estão a todo vapor desde o início deste semestre. No Tocantins, sete nomes podem estar na disputa em 2018. As inúmeras viagens, reuniões e trocas de farpas indicam que, no próximo ano, a campanha será movimentada.

Por meio de uma série de matérias, o AF Notícias falará sobre os pré-candidatos ao governo do Estado:  Ataídes Oliveira (PSDB), Carlos Amastha (PSB), Cleiton Bandeira (sem partido), Kátia Abreu (PMDB), Marcelo Miranda (PMDB), Márlon Reis (REDE),  Mauro Carlesse (PHS) e Paulo Mourão (PT).

CONHEÇA MARLÓN REIS 

Com o apoio declarado da presidenciável Marina Silva (REDE) , do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), sindicalistas, peritos e evangélicos do Estado, o ex-juiz e advogado Márlon Reis (REDE) lança nesta sexta-feira (24) sua pré- candidatura ao governo do Tocantins.

Como candidato, esta será a primeira experiência do advogado que já atua juridicamente na política, trabalhando para o REDE e interferindo na legislação brasileira para tentar evitar corrupção na política. Em agosto, o advogado transferiu seu título para o Tocantins alegando querer ajudar o estado onde nasceu.

Márlon tem viajado pelo Estado desde o início do semestre para apresentar seu plano de governo e ouvir as demandas da população tocantinense. Sua pré-candidatura será lançada em um evento com a presença de seus potenciais apoiadores, Marina Silva e Flávio Dino, às 19 horas, na Escola Municipal Padre Josimo, em Palmas.

O pré-candidato tem 47 anos, é tocantinense de Pedro Afonso e especialista em Direito Eleitoral e Partidário, com atuação nos Tribunais Superiores. É doutor em Sociologia Jurídica e Instituições Políticas pela Universidad de Zaragoza.

Fruto de uma iniciativa popular, a Lei da Ficha Limpa conta com a contribuição de Marlón. O advogado é um dos idealizadores e redatores da legislação que impede a participação eleitoral de candidatos que tenham sofrido condenações criminais em âmbito colegiado. A lei já barrou mais de 1.200 candidatos em todo o Brasil e foi aprovada após a coleta de 1,6 milhão de assinaturas e a mobilização de outros milhões de brasileiros.

Apesar de ter nascido em Pedro Afonso, o advogado precisou se mudar muitas vezes de cidade porque o pai era bancário.

Estudou no Maranhão e para conseguir o diploma de bacharel em Direito pela Universidade Federal do Maranhão, Márlon precisou ser feirante por quatro anos. Em 1993, o advogado concluiu a graduação e em 1997 se tornou juiz de direito no Maranhão, aprovado em terceiro lugar no concurso.

Desde então, trabalhou e residiu em Passagem Franca, Riachão, Olho d’Água das Cunhãs, Alto Parnaíba e Itapecuru-Mirim. Em 2008 foi para a  Comarca de João Lisboa, sendo autorizado pelo Tribunal de Justiça a residir em Imperatriz Maranhão.

É casado com Ana Lucrécia Bezerra Sodré Reis, também juíza de direito, a qual é titular da 1a Vara Cível de Imperatriz.

Sua tese de doutorado tem por base uma análise dos impactos políticos da mobilização social no combate à corrupção nas eleições no Brasil. A partir do ano 2000, passou a liderar, em conjunto com magistrados e promotores de justiça do Sul do Maranhão, intensa campanha de educação cívica contra a compra de votos.

Realizou grandes audiências públicas que ficaram conhecidas como “Comícios da Cidadania contra a Corrupção Eleitoral”. Os eventos chegaram a reunir 20 mil pessoas em praça pública. Ele falava sobre democracia em comunidades marcadas por práticas políticas atrasadas, o que lhe rendeu ameaças de morte e representações que buscavam deter as suas atividades.

Em 2002, idealizou e fundou, juntamente com lideranças sociais, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), rede de abrangência nacional que reúne 50 das mais importantes organizações sociais brasileiras e que congrega 330 comitês locais espalhados por todo o país.

Em 2004, recebeu o mais importante prêmio da magistratura brasileira (“Innovare – O Judiciário do Século XXI”, concedido pela Fundação Getúlio Vargas, Ministério da Justiça e Associação dos Magistrados Brasileiros), por defender a abertura da Justiça Eleitoral ao diálogo com a sociedade civil organizada.

No ano de 2008, foi designado para auxiliar a presidência do Tribunal Superior Eleitoral, onde idealizou e coordenou a realização de 1.500 audiências públicas em todo o território nacional. Os eventos se deram durante a “Campanha Eleições Limpas”.

Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009.  Em julho de 2012, foi o único brasileiro selecionado, entre 460 líderes, para representar o Brasil no “Draper Hills Summer Fellows”,encontro mundial sobre cidadania, direitos humanos e mobilização social, no estado da Califórnia, EUA, a convite da Universidade de Stanford.

Devido suas ações de notoriedade, em 2010 foi indicado pela Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais para ministro do Supremo Tribunal Federal.

Durante as eleições municipais de 2012, foi o primeiro juiz brasileiro a exigir divulgação antecipada dos nomes doadores de campanha eleitoral, através do Provimento 1/2012. O que mais tarde se tornou determinação nacional, através de decisão da ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

A Lei de Acesso à Informação foi aplicada de forma pioneira para, superando falhas presentes na legislação eleitoral, permitir que os eleitores começassem a saber, ainda durante as campanhas, a identidade das pessoas e empresas interessadas na candidatura.

A iniciativa lhe rendeu a conquista, ainda em 2012, do Prêmio UNODC, outorgado pelo Escritório da Organização das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime.

Proferiu palestras no México, Malásia (Ásia), Tunísia (África) e Alemanha. Em março de 2016, recebeu convite do Departamento de Estado Norteamericano para uma visita oficial aos EUA.

 

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