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Emprego e renda

Carlesse recomeça pelo caminho certo: foco na industrialização do Tocantins

Nas duas semanas após as eleições de 7 de outubro foram várias reuniões com empresários.

Por Arnaldo Filho 1.462
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25/10/2018 09h12 - Atualizado há 1 mês
Palácio Araguaia, sede do Governo do Estado

Tenho na conta dos piores gestores aqueles que só conseguem visualizar no aumento de impostos o remédio para reverter crises financeiras no poder público. Estratégia herdada de reis e ditadores que sacrificavam o povo para manter o luxo dentro de seus palácios.

No Tocantins, a experiência negativa mais recente foi o 'pacotaço' de impostos proposto pelo ex-governador Marcelo Miranda e aprovado, pelos deputados estaduais, em setembro de 2015. A previsão era aumentar a arrecadação em mais de R$ 160 milhões por ano.

Na prática, a população tocantinense foi massacrada com aumentos estratosféricos superiores a 100%, sob a falsa promessa de ajuste fiscal e equilíbrio nas contas públicas, para que o governo tivesse condições de voltar a investir.

Nada disso aconteceu! O Tocantins continua à beira do abismo e mal consegue pagar em dia a folha do funcionalismo público. Zero de recursos próprios para investimento e centenas de fornecedores pendurados na lista de credores.

Por isso o eleitor começou a dizer 'não' ao político-profissional e passou a votar em empresários, profissionais das mais diversas áreas e candidatos que se apresentam como o novo, o não-político.

Nesse ponto, o governador reeleito Mauro Carlesse começou acertando. Nas duas semanas após as eleições de 7 de outubro foram várias reuniões com empresários para apresentar o potencial do Tocantins e incentivos fiscais, que são mais de 10 tipos

E já tem resultados. Uma empresa goiana pretende investir R$ 7 milhões para produção de ovos. Uma indústria chinesa de lentes oftálmicas projeta investimento de 10 milhões de dólares e geração de aproximadamente 800 empregos e muitos outros exemplos.  

A industrialização é o caminho mais promissor para gerar emprego e renda, diminuir a dependência do poder público e aumentar indiretamente a arrecadação de impostos em razão do aumento na circulação de bens e serviços.

Mas Carlesse ainda tem que fazer outro dever de casa. Cortar gastos desnecessários, enxugar a folha de pessoal com a exoneração de aspones (os cabides políticos), e valorizar os servidores indispensáveis à eficiente prestação de serviços públicos. Essa é a essência de um ajuste fiscal.

Para isso, o governador precisa ter pulso firme. Caso contrário, será dobrado e empurrado contra a parede pelos próprios aliados enquato os adversários fazem a festa. 

Bom dia!

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