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Política

Novo grupo político: 4 personagens e a 'chapa ideal' da terceira via na eleição de Palmas

Chapa ideal teria musculatura política e seria blindada por um forte grupo político.

Por Arnaldo Filho 1.501
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11/06/2020 14h55 - Atualizado há 2 meses
Novo grupo político sendo formado em Palmas

Uma terceira via começa a tomar corpo em Palmas de olho nas eleições 2020. Fariam parte dessa composição os deputados federais Osires Damaso (PSC) e Eli Borges (SD) e os deputados estaduais Professor Junior Geo (PROS) e Vanda Monteiro (PSL), todos declaradamente pré-candidatos ao cargo de prefeito de Palmas em 2020.

Federais dificilmente decolariam

O deputado Eli Borges sempre demonstrou seu desejo de comandar a capital e obteve em 2018, 16.554 votos apenas em Palmas, dos seus 48.812 obtidos na eleição. Contudo, entraves partidários entre outras decorrências da política tocantinense, tiraram-lhe do páreo em outras oportunidades. Muitos dizem que seu tempo passou! Todavia, trata-se de um homem com espírito democrático e seria capaz de ceder, caso fosse necessário.

Já Osires Damaso, que até no ano passado tinha domicílio eleitoral na cidade de Paraíso do Tocantins, transferiu recentemente seu título para Palmas. Logicamente, essa atitude teve alguma razão que, depois se soube, estava ligada ao seu desejo de disputar a prefeitura da capital.

Essa candidatura é, por si só, complicada. Além de não agregar muito, o partido é pequeno e não ajuda. Por fim, a base política de Damaso na capital é muito pequena, insuficiente para elegê-lo, mesmo que houvesse acordos. É sabido e notório que a base que o elegeu para aos cargos de deputado estadual e federal é a região do Vale do Araguaia, que na última eleição lhe rendeu 58.726 votos, dos quais, o ínfimo número de 2.774 em Palmas.

Estaduais medem forças, com eleitorado distinto

E quanto aos outros dois, Professor Junior Geo e Vanda Monteiro? O primeiro obteve 7.408 votos apenas em Palmas, dentre a votação total de 10.944. Já a deputada social liberal obteve 5.374 na capital, do total de 7.796 que angariou nas eleições de 2018. Ambos eram vereadores da capital quando conquistaram uma cadeira na Assembleia Legislativa.

O questionamento é: qual dos dois abriria mão da candidatura em favor do outro? Geo detém um eleitorado intelectual, mais politizado e com melhor nível econômico e educacional, mesmo porque é professor universitário. Em contrapartida, o eleitorado da deputada Vanda está mais concentrado nas periferias e na região sul da cidade, composto por famílias mais modestas e outras, até mesmo, em situação de vulnerabilidade social.

Dificilmente Junior Geo recuaria, enquanto Vanda é mais maleável

A verdade é que, segundo informações de bastidores – oriundas do próprio grupo político – apenas os deputados estaduais estão no páreo. Os dois federais estão fora dessa disputa. Essa definição é uma questão de tempo. Geo já disse que sempre se candidatou porque não se viu representado em outras candidaturas. Não vai ser diferente agora, pois o professor é o tipo de sujeito que dificilmente cede a pressões. Geo é ideológico e disputaria – mesmo que por teimosia – ainda que contasse apenas com os votos dos seus alunos e ex-alunos.

Por outro lado, a deputada Vanda se entusiasmou com a ascensão conseguida em 2018 e acredita que é capaz de governar a cidade, logicamente, com o apoio da massa popular.

Em suma, não será tarefa fácil convencer um ou outro a desistir, porém, o mais certo é que Vanda – a detentora da maior verba partidária das eleições 2020 – estaria disposta a ceder, desde que pudesse indicar o candidato a vice-prefeito.

Por dedução lógica, sua escolha seria o atual vereador do seu partido (PSL), Gerson Alves. Essa indicação abriria espaço, inclusive, para a deputada emplacar o nome do seu esposo, Márcio da Costa Reis Monteiro, como candidato a vereador mais forte dentro do PSL, uma vez que Gerson estaria fora do páreo.

Chapa ideal com musculatura política, blindada por um forte grupo político

Seria, enfim, a chapa dos sonhos desta terceira via. Junior Geo, candidato a prefeito agregando a massa pensante. Gerson Alves – por ser o vice – angariando apoio popular na região norte e, por sua vez, Vanda obtendo os votos da região sul. 

Correndo por fora – mas não menos importantes – candidatos a vereadores do SD (ligados a Eli Borges) e do PSC (ligados a Damaso), trabalhando em prol da referida chapa. Caso Geo ganhasse a eleição, por consequência, o apoio dos três parlamentares estaria implícito durante a gestão.

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