Hygea

Secretário de confiança de Wanderlei nega ser alvo de operação, mas foi até a PF nesta 3ª

Joseph Madeira é citado em investigação.

Por Joselita Matos 1.378
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27/10/2021 09h39 - Atualizado há 1 mês
Joseph Madeira é citado em investigação da PF na Operação Hygea;

O novo secretário de Governo, Joseph Madeira, homem de confiança do governador em exercício Wanderlei Barbosa (sem partido), esteve na Polícia Federal nesta terça-feira (26/10). Após sua ida à polícia, emitiu uma nota declarando que não é alvo da Operação Hygea.

O portal AF Notícias teve acesso a um trecho do inquérito da PF ao qual cita o empresário na investigação. No pedido de investigação feito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a PF afirma que o empresário é “frequentemente mencionado como participante dos esquemas criminosos do atual governo”.

De acordo com a nota, Madeira teve um mal estar na manhã desta terça-feira, foi atendido por um médico, está medicado e descansando. “Quanto ao inquérito da Hygea, informamos que, até o momento,   nem o empresário e nem sua empresa foram alvo da operação”, informou a nota.

CONTRATOS

Joseph é muito conhecido no meio político e já firmou vários contratos de prestação de serviços com órgãos públicos, a exemplo da Assembleia Legislativa do Tocantins, por meio da empresa Jorima Segurança Privada. É justamente esse contrato um dos investigados no inquérito da operação Hygea, a mesma que resultou no afastamento do governador Carlesse. A investigação já reúne quase cinco mil páginas. 

A Polícia Federal revela que durante a gestão da delegada Cinthia Paula de Lima como diretora administrativa na Assembleia Legislativa, em 2018, época em que a presidente era a deputada Luana Ribeiro (PSDB), ela assinou contratos, pareceres técnicos e atestou a prestação de serviços e aquisição de equipamentos.

O documento afirma que os investigadores constataram algumas ilegalidades no contrato firmado com a Jorima Segurança Privada. Cita, por exemplo, postos de trabalho com menos vigilantes do que o contratado e quantidade menor de câmeras instaladas em relação às efetivamente faturadas e pagas pela Assembleia Legislativa. Contudo, Joseph Madeira não foi alvo nessa primeira fase da operação da PF. 

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