Governo

Marcelo Miranda recorrerá de decisão que barra andamento do concurso da PM

Por Agnaldo Araujo
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09/04/2018 18h19 - Atualizado há 1 mês
Nielcem Fernandes//AF Notícias Após ser reconduzido ao cargo por força de uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, na última sexta-feira (6), o governador Marcelo Miranda (MDB) anunciou que vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça do Tocantins que impede o Executivo a dar andamento ao concurso da Polícia Militar e a realizar pagamentos. "Eu vou continuar respeitando a decisão do TJ, mas nós vamos recorrer", afirmou. A afirmação foi feita durante uma reunião com o secretariado realizada na tarde desta segunda-feira (9) no Palácio Araguaia. Durante a reunião, o governador anunciou a continuidade do Programa Opera Tocantins, lançado pelo governador interino Mauro Carlesse, que visa diminuir as filas nos hospitais. Já o pagamento dos salários dos servidores que ainda não receberam estará disponível para saque nesta terça-feira (10). Já sobre a retomada das obras do Hospital Regional de Gurupi, também anunciadas por Mauro Carlesse (PHS), Miranda não garantiu a continuidade. Na reunião, foi apresentada à imprensa a equipe do primeiro escalão do governo com pequenas alterações em relação ao quadro anterior a cassação. Dança das cadeiras O governador Marcelo Miranda (MDB) e sua Vice Cláudia Lelis (PV) foram cassados pelos ministros do Superior Tribunal Eleitoral (STE), no último dia 22 de março pelo crime de captação irregular de recursos (Caixa 2). No dia 27 de março o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Mauro Carlesse (PHS), assumiu o governo interino até as eleições para o mandato tampão. No dia 3 de abril o Tribunal Regional Eleitoral anunciou as regras e a data para a eleição suplementar que aconteceria no dia 3 de junho. No dia 6 de abril, o ministro Gilmar Mendes concedeu liminar em favor da recondução de Marcelo Miranda ao cargo de governador e da vice Cláudia Lelis e suspendeu as eleições suplementares. No mesmo dia, o governador interino Mauro Carlesse foi notificado pelo TRE para deixar o cargo. No dia seguinte, ainda como governador, Carlesse exonerou mais de 300 contratos temporários de servidores do Estado e exonerou todos os secretários e componentes do primeiro escalão do governo recém-empossados e deixou o Palácio Araguaia. No dia 7 de abril Marcelo Miranda reassumiu o cargo e no dia seguinte exonerou os aliados de Carlesse e trouxe de volta o primeiro escalão do Governo antes da cassação.

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