Fantasmas do Poder

Operação policial desarticula esquema de servidores 'fantasmas' na Assembleia Legislativa do Tocantins

Por Redação AF
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22/02/2018 10h27 - Atualizado há 2 semanas
 A Policia Civil do Tocantins desarticulou um esquema de servidores fantasmas que atuava na estrutura administrativa da Assembleia Legislativa do Estado, em Palmas. Os dados e nomes dos investigados da 1ª fase da Operação Espectro foram apresentados à imprensa durante coletiva no auditório da Secretaria de Segurança Pública, nesta quinta-feira (22).

Foram indiciados pela Polícia Civil o advogado e ex-diretor Geral da Assembleia Legislativa, Antonio Ianowich, o ex-Diretor de Modernização Tecnológica, Danilo Parente, e o coordenador de Almoxarifado e Estoque, Flávio Negreiros Alves. Eles teriam causado um prejuízo de R$ 173 mil aos cofres públicos. Todos negam as acusações.

A Polícia Civil disse que os detalhes do esquema foram descobertos após a apreensão do celular de Danilo, no qual tinha conversa com os demais suspeitos.

A Justiça negou, contudo, pedidos de prisão preventiva e temporária, busca e apreensão, suspensão de função pública, bloqueio de bens e condução coercitiva dos investigados. Segundo a polícia, a operação investiga funcionários fantasmas na Administração Pública Municipal e Estadual e terá outras fases.
VÁRIAS DENÚNCIAS O AF já publicou um série de denúncias sobre a existência de servidores fantasmas no Poder Legislativo. Em agosto, reportagem denunciou 80 casos suspeitos nos gabinetes dos parlamentares. Os deputados Nilton Franco e Valdemar Júnior foram denunciados pelo Ministério Público Estadual por ato de improbidade administrativa suspeitos de nomearem assessores fantasmas. Em nota, a Assembleia negou a existência de servidores fantasmas nomeados pelos deputados. Em outubro, o MPE recebeu uma lista da Polícia Federal com nomes de 60 possíveis servidores que recebiam da Assembleia, mas não trabalhavam. Já este ano, o órgão cobrou a instalação de ponto eletrônico para evitar esse tipo de prática. Uma das denúncias feitas ao MPE revelou que alguns servidores indicados pelo presidente da Casa, Mauro Carlesse, e pelos deputados Olyntho Neto, Wanderlei Barbosa e Toinho Andrade, assinavam o ponto, mas não cumpriam a jornada de trabalho. O Ministério Público também investigou servidores que estariam morando no exterior há mais de 10 anos (Espanha e Canadá), mas continuavam recebendo salário como se estivessem trabalhando. Uma suposta assessora fantasma também foi condenada a devolver dinheiro aos cofres públicos. A mulher cursava medicina numa faculdade em Goiás enquanto recebia salário como assessora especial. VEJA MAIS... http://afnoticias.com.br/diretor-geral-da-al-e-apontado-como-lider-de-esquema-criminoso-pela-policia-civil/

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