Operação policial desarticula esquema de servidores ‘fantasmas’ na Assembleia Legislativa do Tocantins

Redação AF -
Foto: Koró Rocha
Sede da Assembleia Legislativa

 A Policia Civil do Tocantins desarticulou um esquema de servidores fantasmas que atuava na estrutura administrativa da Assembleia Legislativa do Estado, em Palmas. Os dados e nomes dos investigados da 1ª fase da Operação Espectro foram apresentados à imprensa durante coletiva no auditório da Secretaria de Segurança Pública, nesta quinta-feira (22).

Foram indiciados pela Polícia Civil o advogado e ex-diretor Geral da Assembleia Legislativa, Antonio Ianowich, o ex-Diretor de Modernização Tecnológica, Danilo Parente, e o coordenador de Almoxarifado e Estoque, Flávio Negreiros Alves. Eles teriam causado um prejuízo de R$ 173 mil aos cofres públicos. Todos negam as acusações.

A Polícia Civil disse que os detalhes do esquema foram descobertos após a apreensão do celular de Danilo, no qual tinha conversa com os demais suspeitos.

A Justiça negou, contudo, pedidos de prisão preventiva e temporária, busca e apreensão, suspensão de função pública, bloqueio de bens e condução coercitiva dos investigados.

Segundo a polícia, a operação investiga funcionários fantasmas na Administração Pública Municipal e Estadual e terá outras fases.

VÁRIAS DENÚNCIAS

O AF já publicou um série de denúncias sobre a existência de servidores fantasmas no Poder Legislativo. Em agosto, reportagem denunciou 80 casos suspeitos nos gabinetes dos parlamentares. Os deputados Nilton Franco e Valdemar Júnior foram denunciados pelo Ministério Público Estadual por ato de improbidade administrativa suspeitos de nomearem assessores fantasmas. Em nota, a Assembleia negou a existência de servidores fantasmas nomeados pelos deputados.

Em outubro, o MPE recebeu uma lista da Polícia Federal com nomes de 60 possíveis servidores que recebiam da Assembleia, mas não trabalhavam. Já este ano, o órgão cobrou a instalação de ponto eletrônico para evitar esse tipo de prática.

Uma das denúncias feitas ao MPE revelou que alguns servidores indicados pelo presidente da Casa, Mauro Carlesse, e pelos deputados Olyntho Neto, Wanderlei Barbosa e Toinho Andrade, assinavam o ponto, mas não cumpriam a jornada de trabalho.

O Ministério Público também investigou servidores que estariam morando no exterior há mais de 10 anos (Espanha e Canadá), mas continuavam recebendo salário como se estivessem trabalhando. Uma suposta assessora fantasma também foi condenada a devolver dinheiro aos cofres públicos. A mulher cursava medicina numa faculdade em Goiás enquanto recebia salário como assessora especial.

VEJA MAIS…

Diretor Geral da AL é apontado como líder de esquema criminoso pela Polícia Civil

Comentários pelo Facebook: